Batatas Cremosas com Queijo

Tem gente que nasce pra brilhar, não importa se a vida dá papel de coadjuvante, elas tem tanta luz que roubam a cena. E assim como são as pessoas, também são as criaturas, e os pratos de comida também.

Quis a vida que as batatas de uma forma geral fossem classificadas como “acompanhamento”, mas elas quase sempre brilham mais (ou tanto quanto) os principais e levam todos os prémios. Prova disso são essas batatas aqui.

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Quando eu fiz essa receita aqui em casa, servi pra acompanhar uma carne assada que, tadinha, apesar de boa quase ninguém lembra. (Mas a carne assada era realmente boa, qualquer dia ela dá as caras por aqui).

Vamos à receita:

Ingredientes:

1 kg de batatas

Cheiro verde a gosto (mas seja generosa)

Para o molho:

1/4 de xícara de manteiga (50 g)

1 cebola picada (de média pra grande)

2 dentes de alho amassado

2 col. (sopa) de farinha de trigo

2 xíc. de leite

2 1/4 de xíc. de queijos ralados (eu usei 1 xíc. de mussarela, 1 xíc. de provolone e 1/4 ed xíc. de parmesão, mas você é livre pra fazer a escolha e a combinação que quiser) , divide em 2/3 e 1/3, já já você vai entender

Comece fatiando as batatas (ô que prático, nem tem que descascar). A idéia é cortar em fatias finas, mas não vai exagerar, não tao finas assim. Se você precisa de um guia, é mais ou menos 0,5 cm. Coloque as batatinhas numa panela grande e cubra com água, ah, ponha sal também, porque, né, batatas precisam de um salzinho. Leve ao fogo e quando começar a ferver desligue e escorra, mas olha só, é só pra dar uma pré cozida, não vai me esquecer essas batatas cozinhando porque aí, só purê salva.

Vamos ao molho: leve a manteiga ao fogo numa panela boa, quando derreter acrescente a cebola picada e refogue até ela ficar molinha e transparente. Acrescente o alho*, refogue um pouquinho e acrescente a farinha de trigo e mexa por um minutinho, é importante deixar a farinha cozinhar nessa hora pro seu molho não ficar com aquele gosto de farinha crua.

*A questão do alho: a quem diga que se você colocar o alho antes ele pode queimar e amargar a coisa toda, mas eu gosto de viver perigosamente e refogo o alho mesmo, sem medo de ser feliz. Até agora funcionou pra mim, mas se você preferir fazer a linha precavida, deixa pra colocar o alho junto com o leite.

Agora acrescente o leite. Mexa bem pra não empelotar, mas se empelotar keep calm e use o fouet (o batedor de ovos) que tudo vai dar certo. Ok, vamos cozinhar esse molho até ele encorpar e cobrir bonitinho as costas da colher, mexendo sempre pra não queimar (por isso que eu falei pra usar uma panela boa).

Se você fizer um risco nas costas da colher com o dedo e os lados não se juntarem significa que  seu molho chegou no ponto e é hora de desligar o fogo e acrescentar 2/3 dos queijos (GUARDE 1/3 pra pôr por cima). Dê uma mexida e deixe o calor fazer seu trabalho.

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Molho e batatas a postos é hora de montar: unte um refratário (pode ser com óleo, azeite ou manteiga) e coloque as fatias de batata em camadas, alternando com o cheiro verde picado.

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Coloque o molho por cima de tudo e dê uma sacudidinha pra ele e a batata se entenderem bem.

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Cubra com o restante do queijo (lembra que você separou lá no começo?) e mais cheiro verde, leve ao forno médio pré aquecido por 30 minutos, ou até dourar.

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Sirva com carne, frango, salada, puro, de qualquer jeito, vai ser sucesso!

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Faz lá e me conta aqui o que achou!

Besos,

Sinhá Ju

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Torta de Amendoim e Chocolate

Finalmente, a primeira receita. É muito difícil achar aquilo que vai “abrir” sua casa para as outras pessoas. A gente quer que seja lindo, interessante, e no meu caso, saboroso. Mas nada parece ser bom o suficiente. Até que a gente desiste de encontrar a perfeição na primeira tacada e as coisas começam a parecer mais razoáveis.

Essa receita eu fiz tentando fazer outra coisa. Era uma sexta-feira e eu estava sem inspiração então resolvi fazer uma receita que tinha muito tempo que não aparecia aqui em casa. Era um pavê com biscoitinho molhado e camadas como todo bom pavê, mas na hora do vamos ver deu vontade de fazer diferente. E voilà, temos a nossa torta!

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Ingredientes:

Para a massa:

1 pct de biscoito passatempo sem recheio (ou outro sem recheio de sua preferência)

100 g de manteiga

Para o creme de amendoim:

1 lata de leite condensado

1 pct de pó pra preparo de pudim de baunilha (não me vá sair procurando um pudim de baunilha no mercado, ai ai ai)

1 col. (sopa) de manteiga

1 cx de creme de leite (200g)

1 xíc. de amendoim torrado*

Para o creme de chocolate, vulgo ganache:

200g de chocolate meio amargo (1 barra e mais um pouco, se quiser usar só uma barra diminua a quantidade de creme de leite)

1 cx de creme de leite (200g)

Comece pela base: bata o biscoito no liquidificador até virar farinha e misture com a manteiga, com a mão mesmo, sem nojinho, é bom, vai por mim. Depois forre o fundo da forma com a massa. Como ela não rende muito eu aconselho fazer num pirex que dá pra servir sem desenformar e que possa ir ao forno, porque esse é o próximo passo. Leve ao forno médio pra dar uma leve dourada (foco no LEVE), uns 15 minutos.

Enquanto isso leve o leite condensado, o pó pra pudim e a manteiga ao fogo e mexa no melhor estilo brigadeiro de ser; quando estiver soltando do fundo da panela conte até trinta e desligue. Misture o creme de leite e o amendoim* e deixe lá quietinho. E ô, não vai esquecer da massa no forno, viu?

Pro creminho de chocolate, ou ganache pros chegados, existem vários jeitos de fazer, o que você quer basicamente é fazer do chocolate e creme de leite uma coisa só. O jeito que eu faço é: esquentar o creme de leite ate começar a ferver numa panelinha, e então cobrir o chocolate previamente picado com ele; esperar um minutinho e misturar, começando do centro e crescendo pras laterais. Quando os dois forem um e estiverem lindos e brilhantes, seu trabalho estará terminado. Mas se você já está acostumado a fazer de outro jeito, por favor, vá em frente.

A massa da torta já deu uma esfriada? Ótimo, então vamos à montagem. Coloque o creme de amendoim em cima da massa…

…e depois a ganache (olha a intimidade).

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Cubra com filme plástico ou tampe, mas só já estiver tudo frio, não queremos nada suado por aqui, e leve à geladeira até a hora de servir (no mínimo 2 horas).

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Se você, como eu, gostar de amendoim e chocolate, unidos com leite condensado, meu querido, minha querida, você não vai se decepcionar.

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Vai lá fazer e depois me conta aqui o que achou!

Besos,

Sinhá Ju

*O caso do amendoim: se você não encontrar pra vender amendoim torrado SEM sal, em recomendo que compre o cru no mercado e torre em casa. Não sabe torrar? É fácil! Coloque numa assadeira, de preferência que eles não se amontoem uns em cima dos outros, e leve ao forno médio até que torrem, cerca de 15 – 20 minutos, quando começar a cheirar. Mas atenção: se cheirar demais é porque queimou, pra passar do ponto é um espirro. Pra descascar é só esfregar o amendoim já frio com as mãos.

Oi, tudo bem?

A gente ta sempre esperando alguma coisa: o momento certo, o alinhamento dos planetas, a coragem, ou a inspiração, quem sabe. Espera a segunda-feira chegar, é sempre melhor começar as coisas numa segunda, vai dizer que você não sabe? Segunda-feira é dia 27? Ih, melhor esperar virar o mês. Tô sem grana, tô sem tempo. Tenho grana, mas surgiu um negocinho aí. Tenho tempo, mas saiu a nova temporada de GOT*… melhor esperar (*ou qualquer que for a sua opção de serie).

E nessa de esperar a gente perde o bonde, perde a animação, perde o foco, perde tempo. E depois reclama que nada muda, os planos não saem do papel, etc e tal. Até o dia que a gente acorda e percebe que essa história de esperar era só desculpinha pra não se arriscar. E aí das duas uma, ou a gente abre mão daquele sonho ou a gente liga o F*** e se joga. E eu escolhi essa última opção.

Mas que falta de educação a minha, nem me apresentei, tcs, tcs, tcs… Eu sou a Ju, gosto de escrever e cozinhar. E passei, sei lá, uns 3 anos esperando o layout certo, a receita certa, o momento, o nome, a inspiração, o alinhamento da lua, o cometa Harley, enfim, tudo e qualquer coisa pra começar o que eu sempre tive vontade de fazer, escrever sobre comida.

Aí você pergunta: “Ju, você conseguiu tudo isso?” E eu respondo: “Mas é claro que não!” Mas e daí? A gente tem que começar de algum lugar, e depois quando der na telha a gente vai mudando, crescendo e desenvolvendo, que nem na vida, né? ‘Ok ok, você veio aqui, falou pelos cotovelos, mas a receita que é bom nada’, você deve estar pensando. E eu te digo, essa é a parte mais difícil, mas ô, prometo que não demora mais 3 anos não, viu?

Besos, Ju

ps- Ainda tô morrendo de medo de ninguém ler, mas vamos ter fé, não é?