Coisas sobre mim…

Olá, tudo bem com você? Fiquei tanto tempo longe que senti vontade de contar algumas peculiaridades minhas, afinal amizade se constrói assim, né? A gente conta um pouquinho daqui, um pouquinho dali, e daqui a pouco já somos BFFs.

Já que estamos a (mais ou menos) um mês do Natal quero começar por aí. Eu sou a Louca do Natal, muito prazer. Já sei que você deve estar pensando que estou exagerando, mas não estou, pode perguntar pra meus familiares.

Vintage Christmas cards from Hallmark

Não tô falando isso à toa. Aqui vão algumas provas que corroboram esse fato:

  1. Eu conto os dias pro Natal a partir do momento que a última rabanada entra na minha boca. Como aqui em casa todo mundo ama rabanada esse dia não tem uma data definida. Pode ser logo depois da ceia de ano novo ou enquanto vender pão de rabanada no mercado.
  2. Eu assisto filmes de natal em qualquer época do ano. E revejo todos, sim, eu disse TODOS os meus favoritos a partir de 1º de novembro. Quem eu tô querendo enganar, eu revejo todos os filmes de natal disponíveis, nem precisa ser favorito.
  3. Eu começo a planejar a festa de natal em outubro, mas por respeito as pessoas que não são tão loucas apaixonadas como eu me seguro pra começar a falar do assunto só em novembro. Primeiro de novembro.
  4. Passo praticamente dois meses ouvindo músicas de natal, mas, de novo por respeito a minha família, só faço todo mundo ouvir depois da segunda quinzena de novembro.
  5. Tenho um ritual pra arrumar a decoração de natal, que pode durar um dia inteiro, e não gosto de ajuda (shame on me), quero ter o prazer de colocar cada enfeite no lugar.
  6. Todo ano prometo a mim mesma que não vou comprar nada novo de natal, e todo ano quebro essa promessa.
  7. Ah, também tenho um ritual pra quando a decoração tá toda pronta, que envolve assistir meu filme favorito da vida comendo cookies e tomando chocolate (quente ou frio, dependendo do clima).
  8. Aqui em casa temos quatro festas de natal espalhadas entre fim de novembro e dia 25 de dezembro. E uma vez eu fiz uma ceia no Dia de Reis também 😁. (Pra quem não sabe, Dia de Reis é 6 de janeiro.)
  9. Falando em dia de reis, só desmonto a decoração de natal depois do dia 06 de janeiro, e também tem um ritual pra esse momento.
  10. AMO decoração de shopping, se pudesse faria um tour de shopping em shopping só pra ver todas elas.
  11. Tenho três pastas no Pinterest sobre festas de fim de ano, umas quatro playlists de musicas de natal no Spotify, exatamente 26 filmes natalinos na minha lista do Netflix (acabei de ir lá contar), fora os filmes e cds que tenho em casa e salvos no computador.
  12. AMO pedir coisas “edição de natal” quando saio pra comer.

E vou parar minha lista por aqui, se você continuou lendo até o final, maravilha, significa que não te assustei com minhas maluquices peculiaridades, ufa!

Amo essa época e faço o possível pra aproveitar tudo pelo máximo de tempo que der. Adoro passar o natal entre as pessoas que amo, e dividir esse sentimento bom que ele evoca com os outros. Claro que sei que nenhum natal é perfeito, que o verdadeiro sentido as vezes se perde no meio de tantas compras, mas ainda assim é minha época favorita do ano e ainda assim eu acredito que o natal e seu verdadeiro significado pode nos fazer lembrar de sermos melhores uns com os outros não só por um curto período.

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Como pode perceber te contei 12 razões pra eu merecer o título de Louca do Natal, e esse número não é por acaso. Existe uma música natalina bem tradicional em inglês chamada The 12 Days of Christmas (Os 12 Dias de Natal), se você nunca ouviu pode clicar aqui pra versão original, mas tem várias versões dela por aí, inclusive essa da Destiny’s Child (com Beyoncé e 4 dias de natal a menos 🤔).

Ela não é minha música de natal favorita mas a idéia de 12 dias de natal sempre me agradou, e me inspirou esse ano a fazer uma coisa especial aqui no blog. Vão ser 12 posts seguindo o estilo da música (não vai ter jeito, vou ter que postar a letra aqui, rsrs). Vai ter dicas de filmes, músicas, decoração e, claro que não podia faltar, receitas, todas no tema natalino.

Robust Christmas Coffee Bicycle Cat Original Folk Art Painting by KilkennyCat Art, $85.00 USD

Porque também sou a louca dos gatos…

Já já vem novidades por aí…

Hohoho, a Sinhá

 

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Chessecake de Calafate

Ih… Lá vem ela com esses nomes estranhos…  Bom, só tenho uma coisa pra dizer pra vocês, não se assustem com o diferente. E isso serve pra tudo na vida.

Cheesecake de que? Ih… Lá vem ela com esses nomes estranhos…  Bom, só tenho uma coisa pra dizer pra vocês, não se assustem com o diferente. E isso serve pra tudo na vida.

Depois do último post, do Blondie com ruibarbo, fui olhar nas receitas que estão na fila pra entrar aqui e achei esse cheesecake, que apesar de levar um nome diferente é apenas um cheesecake básico com uma geléia exótica, rsrs.

Junto com a geléia de ruibarbo veio também essa de calafate, elas vieram da mesma viagem ao fim do mundo. Mas o que é calafate? Bem, além de uma ave indonésia, um peixe angolano e uma cidade argentina (El Calafate) é também a frutinha símbolo da Patagônia. É um arbusto pequeno que dá uma fruta meio roxa meio azulada que olhando lembra um blueberry (mirtilo), mas o sabor não tem nada a ver.

Minha irmã e um arbusto de Calafate. Diz a lenda que quem come o fruto retornará à Patagônia

Diferente da geléia de ruibarbo, essa eu usei pouco tempo depois da viagem, e exatamente como na receita anterior, você pode substituir por qualquer geléia de fruta da sua preferência, eu prefiro as mais azedinhas, mas sinta-se livre para explorar os sabores que quiser.

Cheesecake com Calafate

Para a base:

  • 200g de biscoito maizena (ou Maria, ou de leite)
  • 80g – 100g de manteiga derretida (acho 100g muito mas as vezes 80g não dá a liga necessária, a ‘farofa’ de biscoito tem que ficar unida quando você apertar com a mão.)
  • 1/4 de xíc. de açúcar

Para a massa:

  • 600g de cream cheese (sem estar gelado)*
  • 1 1/2 xíc. de açúcar
  • 4 ovos
  • 1/4 de xíc. de amido de milho
  • 1 col. (chá) de essência de baunilha
  • 300g de iogurte natural (descarte o soro)
  • raspas de um limão
  • Geléia de calafate (troque pela geléia de sua preferência) para a cobertura

Base:

Triture o biscoito, eu sempre uso o liquidificador, mas se quiser descarregar um pouco de raiva pode colocá-los num saquinho e bater com um rolo de massa até virar farinha.

Junte o açúcar e a manteiga derretida ao biscoito triturado e misture (com um colher de pau ou com a mão) até obter uma farofa úmida. Forre o fundo de uma forma de fundo removível com essa farofa apertando bem. Não precisa cobrir as laterais, mas nada te impede caso queira fazer isso.

Eu gosto de cobrir a assadeira por fora com papel alumínio, caso alguma coisa vaze não vai fazer uma zona no seu forno. Também gosto de pré assar a base, por uns  10 minutos, mais ou menos. Retire a base do forno e reserve, mas pode deixar o forno ligado ali no 180º C já no aquecimento.

Agora faça a massa. Bata o cream cheese, que não deve estar gelado, na batedeira até ficar mais cremosinho. Lembre de passar a espátula no fundo da tigela pelo menos uma vez pra ter certeza que tá batendo tudinho. É importante deixar o cream cheese bem lisinho nessa fase, se ficar empelotado agora vai ficar assim até o final.

Cream cheese lisinho? Adicione o açúcar e o amido de milho e misture até tudo estar homogêneo.

Adicione os ovos um a um, devagar mesmo e na velocidade baixa. A idéia aqui é NÃO adicionar ar a nossa massa, esquece clara em neve, certo?

Agora é a vez do iogurte, da baunilha e raspinhas de limão. Bata somente pra incorporar tudo.

Coloque a massa sobre a nossa base de biscoito e leve ao forno baixo, isso mesmo, forno baixo, uns 160ºC; nos nossos fornos a gás é mais difícil controlar, mas conheça seu forno e ele não te surpreenderá, aqui em casa eu deixo ali entre o 160º e o 180º. O cheesecake demora pra assar (1 hora e meia – duas horas) e é assim que fica bom, resultado cremoso e não massudo, além de que a gente diminui um pouco o risco dele rachar no final.

Eu, particularmente, gosto de marcar 50 minutos e ir olhando de vez em quando pra não passar do ponto. Pra saber se ele está pronto é só dar uma sacudidinha na forma ou bater com uma faca na lateral da mesma, ele deve estar firme nas bordas mas balançar de leve no meio (tipo pudim).

Deixe seu cheesecake esfriar completamente antes de desenformar. Deixe na geladeira, de preferência. Decore com a geléia e sirva frio.

Calafati pra visitar a Patagônia novamente…

Coma e repita, se possível. Só se vive uma vez…

Não esquece de voltar aqui pra me dizer o que achou!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos, a Sinhá 😉

*Eu sei que cream cheese anda pela hora da morte e que a quantidade é grande nessa receita. Prometo voltar e dar uma adaptação que eu fiz pra épocas de vacas magras. Espere e verás.

Blondie, o brownie loiro.

Oi, tudo bem? Não adianta nada vir aqui e escrever um textão dizendo que voltou e não colocar nem uma receita ou dica, né? Afinal isso aqui é um blog de receitas ou não é?

Algum tempo atrás eu viajei com minha irmã e minha amiga Cindy pra Patagônia e visitamos Argentina e Chile. Vi neve pela primeira vez, passei a virada do ano no fim do mundo, comi muito cordeiro, andei numa geleira, comi incontáveis empanadas e outras coisas deliciosas, conheci gente legal e trouxe de volta pra casa uma geléia de ruibarbo. Não, não estou xingando ninguém, é o nome da planta mesmo, hehehe.

O que é esse negócio com nome estranho? Você pergunta, e eu respondo com ajuda da Wikipédia (do Wikipédia? Fiquei na dúvida, me ajudem aí):

Rheum rhabarbarum, conhecido pelo nome comum de ruibarbo, é uma planta comestível mais utilizada como fitoterápico. (…) Como alimento começou a ser utilizado por volta do século XIII, quando chegou à Grã-Bretanha. Ainda hoje é na Grã-Bretanha que se produz e consome a maior parte do ruibarbo.

Imagem relacionada

Ruibarbinhos na feira…

Já tinha ouvido falar dele por causa da minha guru Nigela Lawson (se ainda não sabe quem ela é da uma olhada aqui. Trouxe a geléia com o intuito de fazer alguma receita com ela, mas os meses foram passando e passando e o vidro de geléia foi empurrado pro fundo do armário. Sempre que via o vidrinho pensava: Tenho que fazer alguma coisa com isso antes que estrague…

Diretamente do Chile 🇨🇱

Mas ruibarbo é um trocinho tão fora do nosso dia-a-dia que não conseguia pensar em nada pra usá-lo até que outro dia fui olhar a validade e vi que a geléia que veio de tão longe iria vencer no próximo mês. Isso eu não poderia deixar acontecer!

Já estava cogitando a idéia de comer a geléia com pão mesmo quando vi um vídeo do Tastemade de um Blondie* com geléia de frutas vermelhas e pensei: EUREKA! Achei o que tanto procurava.

*Blondie nada mais é do que um Brownie feito com chocolate branco. Primo loiro do nosso moreno queridinho.

Falei muito, né? Vamos à receita:

Blondie com Geléia de fruta

  • 300g de chocolate branco
  • 200g de manteiga sem sal 
  • 1 xícara de açúcar
  • 4 ovos
  • 1 col. (chá) de essência de baunilha
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 col. (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de geléia de fruta de sua preferência (eu usei a de ruibarbo, finalmente)

— Pra começar, derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria*.

*Não sabe como? Só colocar uma panela com um pouco de água no fogo, e encaixar uma tijela (RESISTENTE AO CALOR) em cima da dita panela, chocolate em pedaços e manteiga em pedaços dentro da tijela, mexendo de vez em quando até derreter. Dicas importantes: 1) o fundo da tijela não deve ficar em contato direto com a água e 2) quando a água começar a ferver pode desligar o fogo, o vapor é suficiente pra derreter tudo.

Chocolate e manteiga derretidos, adicione o açúcar e misture bem, com uma colher de pau mesmo, dê folga pra batedeira nessa receita.

Depois do açúcar é a vez dos ovos e da baunilha, misture bem misturadinho. Agora adicione a farinha, o fermento e o sal e, isso mesmo, misture tudo novamente. Sua massa vai estar linda e loira nessa etapa.

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Num tabuleiro untado ou forrado com papel manteiga, despeje a massa e espalhe pra cobrir tudo uniformemente. Agora pegue a geléia e coloque colheradas generosas espalhadas em cima da massa. Com as costas de uma colher “espalhe” a geléia, com cuidado pra não misturá-la à massa, a idéia é deixar com esse efeito marmorizado.

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Efeito marmorizado…

Leve ao forno (180ºC) pra assar por mais ou menos 30 minutos. Eu gosto de marcar 20 minutos no timer e ir checando a cada 5 minutos pra ver se ficou pronto.

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Coisa mais linda de mãe!

Deixe esfriar no tabuleiro antes de desenformar. Corte em quadrados e sirva com sorvete de chocolate (ou outro sabor que você goste, ou sem sorvete mesmo). Mais fácil que isso só achar pronto na mesa da cozinha.

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Coma, reze e repita.

Ah, e volta aqui pra me dizer o que achou!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Beijos, a Sinhá 😉