Especial de Verão: Molho Pesto

Mais uma receita de verão, mais uma receita internacional, dessa vez vamos á Itália com um molhinho curinga, o Pesto.

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O pesto vem lá da Gênova, no noroeste da Itália. E lá se tem toda uma regra sobre os ingredientes e a forma de preparo desse molho. Falando em preparo, é daí que vem o nome dele. Pestare, em italiano, quer dizer esmagar, bater, e é assim que ele deve ser feito, batido no pilão (aliás, o socador do pilão se chama pesto). Ah, e o pilão deve ser de mármore e o socador de madeira pra não escurecer as folhas.

Quanto aos ingredientes também há uma série de regrinhas, o manjericão tem que ser aquele da folha grande, o queijo tem que ser o Parmigiano-Regiano e/ou Pecorino, e ainda vai pinoli, uma semente (é isso mesmo?) pequena no tamanho mas grande no preço!

Só que esse genovês anda tanto por aqui que já virou brother, é de casa. E quando a gente pega intimidade já viu, né? Pelas fotos da pra ver que eu anarquizei legal a receita.

Quem tem um pilão em casa, um braço forte, e dinheiro disponibilidade pra comprar pinolis e pecorino, vá em frente e siga a receita tradicional que é uma delícia. Mas se você, como eu, tem algumas restrições, não se intimide, Pepe não se importa (os genoveses talvez sim, mas também não vamos perguntar…).

Eu troquei o pilão pelo mini processador (liquidificadores também são bem vindos), o pinoli por castanha-do-pará e usei o parmesão que encontrei no mercado (que não era italiano, mas era bem gostoso), e corri pro abraço! Olha só:

Pesto alla Carioquese Brasiliana

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Eu vou colocar as medidas aqui como base, pra servir de guia, mas sinta-se livre pra ajustar as quantidades ao seu gosto. Por exemplo, eu gosto do meu molho bem pastoso, mas se você prefere mais liquido é só colocar mais azeite.

  • 1 maço de manjericão fresco, bem servido (se tiver muito magrinho pode por dois)
  • 1 – 2 dentes de alho, dependendo do tamanho
  • 4 – 5 castanhas-do-pará (ou castanhas-do-brasil, se preferir…)
  • 1/2 xícara de chá de azeite de oliva, extra-virgem, bem gostoso
  • 60g de queijo parmesão, em pedaço pra ralar na hora (umas 2 ou 3 colheres de sopa)
  • sal a gosto

– Lave o manjericão e separe as folhinhas, descarte o talo. Descasque o alho e rale o queijo.

Coloque as folhas de manjericão, o alho, a castanha, o sal e o azeite num mini processador ou no liquidificador e bata bem. Comece pulsando pra misturar e depois bata bem até ficar uma pasta. Junte o queijo, dê mais uma batidinha, acerte o sal e tá pronto!

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Mais fácil que isso só se alguém lavar a louça pra você…

Ele pode ser usado na hora ou guardado na geladeira, num pote bem limpo e bem fechado. Se for guardar na geladeira é importante que o pesto fique bem coberto com azeite. Ele dura bem uma semana na geladeira.

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Onde usar? O céu é o limite! Pode ser com qualquer massa (servida com um bom punhado de parmesão ralado por cima,o que não é costume, mas quem tá ligando mais pra isso…) pra incrementar uma lasanha, pra deixar a salada gostosa, como pastinha pra torrada numa entradinha esperta, pra tirar um sanduba da mesmice e aonde mais seu coração mandar.

Vai lá fazer esse pesto, tira a foto de como você usou e manda pra mim! Vou adorar mostrar sua foto aqui…

Dos 6 ingredientes usados o que não pode faltar mesmo (na minha receita) é o manjericão, o azeite, o sal e o alho (esse ultimo nem tanto…). Faltou algum dos outros? Pode fazer mesmo assim, fica bom também.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Baci,

Sinhá Ju

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Vamos falar de coisa boa?

Depois de uma semana punk foda difícil estou aqui de volta pra falar de coisa boa, aêeeee!!!

E quer coisa melhor que presentes legais? Ano passado minha irmã querida me deu uma agenda que é a minha cara. Diz se não é?

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Ela é toda fofa por dentro, cheia de matrioskas e cupcakes e o mais legal… RECEITAS PRA TESTAR!!!

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Cada mês tem uma receita diferente que eu vou testar, provar e postar o resultado aqui, seja ele qual for… porque errar é aprender, principalmente na cozinha.

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As receitas são boas, mas não resisti a dar meus pitacos…

Não é a primeira vez que tenho uma “agenda culinária”, por assim dizer. Uns anos atrás tive uma Agenda Gourmet, que tinha dicas e receitas (doces e salgadas), cheguei a falar dela no antigo lar da Sinhá, e fiz algumas receitas, mas não todas. Talvez até reedite essa idéia, quem sabe…. 💡

Essa agenda agora será meu desafio. Farei todas as receitas, uma por mês e vou compartilhar com vocês aqui, #partiu cozinha? Vamos nessa porque eu já tô atrasada….

Beijinhos,

Sinhá Ju

Iogurte Natural ou Sinhá saúde!

Doce Sinhá também é fit e sabe fazer a saudável. Por isso que vim aqui com essa receita de iogurte natural, se é que se pode chamar isso de receita de tão fácil que é.

Vamos lá, você vai precisar de:

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Tem só 1 L de água no foto porque é o tamanho da jarra, mas vamos usar 2L na receita, ok?

1 potinho de iogurte natural (na verdade basta uma colher de sopa, mas eu acabo sempre colocando o pote todo)

400g de leite em pó (pode ser integral, semi desnatado ou desnatado, sendo que com o último o iogurte vai ficar mais ralinho)

2 L de água morna

E só! A única coisa que pode ser considerada difícil nessa receita é a temperatura da água. Tem que ser morninha, quase fria, senão os bichinhos do iogurte não fazem o trabalho deles direto. Se estiver quente ou fria demais não vai virar um iogurte digno. O melhor jeito de medir é botar o dedo na água, tem que estar aquele morno agradável, se tiver um tico quente, espera um pouco. (O melhor jeito de medir mesmo é com o termômetro, mas quem tem?)

Ok, resolvida a questão da temperatura, é só dissolver o leite em pó na água. Use uma tigela com tampa e que vede bem, não pode entrar ar durante o processo (eita bichinhos frescos!). Leite dissolvido, cheque a temperatura (de novo, por que é muito importante), misture o iogurte do potinho e feche bem a tigela.

“Embrulhe” a tigela com um pano grande (toalha de mesa é ótima) e guarde num local quentinho e protegido do vento (dentro do forno ou do microondas vai bem, só cuidado pra ninguém acender/ligar o forno com ele dentro).

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Deixe os bichinhos trabalharem de um dia pro outro. A velocidade do processo vai depender da temperatura ambiente, em dias frios demora mais, e em dias quentes vai mais rápido.

Na manhã seguinte abra e veja se já “virou”.

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Se sim, geladeira nele, se não, tampe e deixe mais um tempinho.

Quando acabar não lave o pote, ele serve de base pra outra leva de iogurte. É só colocar o leite morno e dar uma mexida. Tem quem use ad aeternum, mas eu não confio muito. Uso no máximo 2 vezes, na terceira lavo tudo e começo do zero.

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Receitinha curinga pra tomar puro, com mel, granola, melado, açúcar mascavo, fruta, e o que mais a sua imaginação quiser.

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Faz lá e me diz se não é o melhor iogurte que você já tomou. (Olha a modéstia 😄)

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Beijos,

a Sinhá

 

Especial de Natal – Dicas

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Vamos começar logo pelo prato principal: o peru, ou chester, ou frango… a ave, pronto! Sempre traz certas dúvidas de como temperar, como assar, como saber se está pronto. São tantas questões! E se ficar seco? E se ficar sem gosto?Calma, estamos aqui pra ajudar você passar dessa fase.

Primeiro: aqui no Brasil nossas aves natalinas já vem temperadas, e mesmo que a gente escolha dar nosso toque pessoal, esse tempero de fábrica já ajuda que a carne não corra tanto risco de ficar sem sal. Pra saber mais de como dar um toque caseiro à sua ave clique aqui ou aqui.

Segundo: Na hora de assar sua ave (inclusive frango) a dica é: forno alto no começo e baixo depois. Eu explico; pre aqueça o forno entre 250º-280ºC enquanto você prepara a ave na forma. Ave a postos, coloque-a no forno alto por 15-30 min, dependendo do tamanho da sua ave. Depois desse tempo, abaixe a temperatura pra 200º-220ºC e termine de assar nessa temperatura.

Depois da primeira hora, você deve regar a ave de 30 em 30 min com o próprio líquido que fica na forma (se for um frango, comece a regar 40 min depois de colocar no forno e faça intervalos mais curtos). Tenha sempre um pouco de água morna a postos, caso não tenha líquido suficiente na forma.

Eu particularmente, não cubro minha ave logo de cara. Mas tenho sempre papel alumínio à mão. Se ela já estiver coradinha mas não estiver assada, cubra com papel alumínio. Caso uma parte esteja mais corada que outra, você pode cobrir só a parte mais corada e deixar as outras partes pegarem mais cor.

Terceiro: pra saber se a ave está pronta (se ela não tiver um termômetro) espete a parte de baixo da coxa (ali na região da sobrecoxa) com um garfo, se o líquido sair um pouco avermelhado ainda está cru; se sair transparente está pronto, se não sair líquido nenhum, ihhh, passou do ponto, há grandes chances dele ficar um pouco seco.

Acho que com essas dicas já dá pra encarar sua ave de natal sem medo. Mas se alguma dúvida ainda resta, me pergunte aqui que estarei mais que feliz em responder.

Ho ho ho, Sinhá