Chessecake de Calafate

Ih… Lá vem ela com esses nomes estranhos…  Bom, só tenho uma coisa pra dizer pra vocês, não se assustem com o diferente. E isso serve pra tudo na vida.

Cheesecake de que? Ih… Lá vem ela com esses nomes estranhos…  Bom, só tenho uma coisa pra dizer pra vocês, não se assustem com o diferente. E isso serve pra tudo na vida.

Depois do último post, do Blondie com ruibarbo, fui olhar nas receitas que estão na fila pra entrar aqui e achei esse cheesecake, que apesar de levar um nome diferente é apenas um cheesecake básico com uma geléia exótica, rsrs.

Junto com a geléia de ruibarbo veio também essa de calafate, elas vieram da mesma viagem ao fim do mundo. Mas o que é calafate? Bem, além de uma ave indonésia, um peixe angolano e uma cidade argentina (El Calafate) é também a frutinha símbolo da Patagônia. É um arbusto pequeno que dá uma fruta meio roxa meio azulada que olhando lembra um blueberry (mirtilo), mas o sabor não tem nada a ver.

Minha irmã e um arbusto de Calafate. Diz a lenda que quem come o fruto retornará à Patagônia

Diferente da geléia de ruibarbo, essa eu usei pouco tempo depois da viagem, e exatamente como na receita anterior, você pode substituir por qualquer geléia de fruta da sua preferência, eu prefiro as mais azedinhas, mas sinta-se livre para explorar os sabores que quiser.

Cheesecake com Calafate

Para a base:

  • 200g de biscoito maizena (ou Maria, ou de leite)
  • 80g – 100g de manteiga derretida (acho 100g muito mas as vezes 80g não dá a liga necessária, a ‘farofa’ de biscoito tem que ficar unida quando você apertar com a mão.)
  • 1/4 de xíc. de açúcar

Para a massa:

  • 600g de cream cheese (sem estar gelado)*
  • 1 1/2 xíc. de açúcar
  • 4 ovos
  • 1/4 de xíc. de amido de milho
  • 1 col. (chá) de essência de baunilha
  • 300g de iogurte natural (descarte o soro)
  • raspas de um limão
  • Geléia de calafate (troque pela geléia de sua preferência) para a cobertura

Base:

Triture o biscoito, eu sempre uso o liquidificador, mas se quiser descarregar um pouco de raiva pode colocá-los num saquinho e bater com um rolo de massa até virar farinha.

Junte o açúcar e a manteiga derretida ao biscoito triturado e misture (com um colher de pau ou com a mão) até obter uma farofa úmida. Forre o fundo de uma forma de fundo removível com essa farofa apertando bem. Não precisa cobrir as laterais, mas nada te impede caso queira fazer isso.

Eu gosto de cobrir a assadeira por fora com papel alumínio, caso alguma coisa vaze não vai fazer uma zona no seu forno. Também gosto de pré assar a base, por uns  10 minutos, mais ou menos. Retire a base do forno e reserve, mas pode deixar o forno ligado ali no 180º C já no aquecimento.

Agora faça a massa. Bata o cream cheese, que não deve estar gelado, na batedeira até ficar mais cremosinho. Lembre de passar a espátula no fundo da tigela pelo menos uma vez pra ter certeza que tá batendo tudinho. É importante deixar o cream cheese bem lisinho nessa fase, se ficar empelotado agora vai ficar assim até o final.

Cream cheese lisinho? Adicione o açúcar e o amido de milho e misture até tudo estar homogêneo.

Adicione os ovos um a um, devagar mesmo e na velocidade baixa. A idéia aqui é NÃO adicionar ar a nossa massa, esquece clara em neve, certo?

Agora é a vez do iogurte, da baunilha e raspinhas de limão. Bata somente pra incorporar tudo.

Coloque a massa sobre a nossa base de biscoito e leve ao forno baixo, isso mesmo, forno baixo, uns 160ºC; nos nossos fornos a gás é mais difícil controlar, mas conheça seu forno e ele não te surpreenderá, aqui em casa eu deixo ali entre o 160º e o 180º. O cheesecake demora pra assar (1 hora e meia – duas horas) e é assim que fica bom, resultado cremoso e não massudo, além de que a gente diminui um pouco o risco dele rachar no final.

Eu, particularmente, gosto de marcar 50 minutos e ir olhando de vez em quando pra não passar do ponto. Pra saber se ele está pronto é só dar uma sacudidinha na forma ou bater com uma faca na lateral da mesma, ele deve estar firme nas bordas mas balançar de leve no meio (tipo pudim).

Deixe seu cheesecake esfriar completamente antes de desenformar. Deixe na geladeira, de preferência. Decore com a geléia e sirva frio.

Calafati pra visitar a Patagônia novamente…

Coma e repita, se possível. Só se vive uma vez…

Não esquece de voltar aqui pra me dizer o que achou!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos, a Sinhá 😉

*Eu sei que cream cheese anda pela hora da morte e que a quantidade é grande nessa receita. Prometo voltar e dar uma adaptação que eu fiz pra épocas de vacas magras. Espere e verás.

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Blondie, o brownie loiro.

Oi, tudo bem? Não adianta nada vir aqui e escrever um textão dizendo que voltou e não colocar nem uma receita ou dica, né? Afinal isso aqui é um blog de receitas ou não é?

Algum tempo atrás eu viajei com minha irmã e minha amiga Cindy pra Patagônia e visitamos Argentina e Chile. Vi neve pela primeira vez, passei a virada do ano no fim do mundo, comi muito cordeiro, andei numa geleira, comi incontáveis empanadas e outras coisas deliciosas, conheci gente legal e trouxe de volta pra casa uma geléia de ruibarbo. Não, não estou xingando ninguém, é o nome da planta mesmo, hehehe.

O que é esse negócio com nome estranho? Você pergunta, e eu respondo com ajuda da Wikipédia (do Wikipédia? Fiquei na dúvida, me ajudem aí):

Rheum rhabarbarum, conhecido pelo nome comum de ruibarbo, é uma planta comestível mais utilizada como fitoterápico. (…) Como alimento começou a ser utilizado por volta do século XIII, quando chegou à Grã-Bretanha. Ainda hoje é na Grã-Bretanha que se produz e consome a maior parte do ruibarbo.

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Ruibarbinhos na feira…

Já tinha ouvido falar dele por causa da minha guru Nigela Lawson (se ainda não sabe quem ela é da uma olhada aqui. Trouxe a geléia com o intuito de fazer alguma receita com ela, mas os meses foram passando e passando e o vidro de geléia foi empurrado pro fundo do armário. Sempre que via o vidrinho pensava: Tenho que fazer alguma coisa com isso antes que estrague…

Diretamente do Chile 🇨🇱

Mas ruibarbo é um trocinho tão fora do nosso dia-a-dia que não conseguia pensar em nada pra usá-lo até que outro dia fui olhar a validade e vi que a geléia que veio de tão longe iria vencer no próximo mês. Isso eu não poderia deixar acontecer!

Já estava cogitando a idéia de comer a geléia com pão mesmo quando vi um vídeo do Tastemade de um Blondie* com geléia de frutas vermelhas e pensei: EUREKA! Achei o que tanto procurava.

*Blondie nada mais é do que um Brownie feito com chocolate branco. Primo loiro do nosso moreno queridinho.

Falei muito, né? Vamos à receita:

Blondie com Geléia de fruta

  • 300g de chocolate branco
  • 200g de manteiga sem sal 
  • 1 xícara de açúcar
  • 4 ovos
  • 1 col. (chá) de essência de baunilha
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1/2 col. (chá) de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de geléia de fruta de sua preferência (eu usei a de ruibarbo, finalmente)

— Pra começar, derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria*.

*Não sabe como? Só colocar uma panela com um pouco de água no fogo, e encaixar uma tijela (RESISTENTE AO CALOR) em cima da dita panela, chocolate em pedaços e manteiga em pedaços dentro da tijela, mexendo de vez em quando até derreter. Dicas importantes: 1) o fundo da tijela não deve ficar em contato direto com a água e 2) quando a água começar a ferver pode desligar o fogo, o vapor é suficiente pra derreter tudo.

Chocolate e manteiga derretidos, adicione o açúcar e misture bem, com uma colher de pau mesmo, dê folga pra batedeira nessa receita.

Depois do açúcar é a vez dos ovos e da baunilha, misture bem misturadinho. Agora adicione a farinha, o fermento e o sal e, isso mesmo, misture tudo novamente. Sua massa vai estar linda e loira nessa etapa.

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Num tabuleiro untado ou forrado com papel manteiga, despeje a massa e espalhe pra cobrir tudo uniformemente. Agora pegue a geléia e coloque colheradas generosas espalhadas em cima da massa. Com as costas de uma colher “espalhe” a geléia, com cuidado pra não misturá-la à massa, a idéia é deixar com esse efeito marmorizado.

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Efeito marmorizado…

Leve ao forno (180ºC) pra assar por mais ou menos 30 minutos. Eu gosto de marcar 20 minutos no timer e ir checando a cada 5 minutos pra ver se ficou pronto.

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Coisa mais linda de mãe!

Deixe esfriar no tabuleiro antes de desenformar. Corte em quadrados e sirva com sorvete de chocolate (ou outro sabor que você goste, ou sem sorvete mesmo). Mais fácil que isso só achar pronto na mesa da cozinha.

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Coma, reze e repita.

Ah, e volta aqui pra me dizer o que achou!

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Beijos, a Sinhá 😉

Especial de Verão: Peach Cobbler (ou Cobbler de Pêssego)

Receita de Peach o quê?! Você deve estar se perguntando. E eu explico. Ou pelo menos vou tentar. Há muito tempo eu me deparei com uma série de fotos dessa receita no Pinterest e fiquei intrigada, porque elas pareciam promissoras, apesar de eu nunca ter ouvido nesse nome antes. Salvei a tal da receita e nunca mais pensei nela. Adianta o vídeo pra os tempos atuais e eu dando uma olhada nos 500 pins culinários que eu tenho, eis que o tal do peach cobbler reaparece na minha vista e eu resolvo testar.

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Gente, simplesmente uma combinação maravilhosa de gostosura e praticidade, com ingredientes simples e baratos embrulhados num nome muito do esquisito pra nós tupiniquins. Juro que tentei achar uma tradução pra cobbler, o google tradutor me deu “sapateiro de pêssego”, mas quem iria comer isso, né? (Achei uma outra que falava grude, mas ˜grude de pêssego” também não é nada apetitoso) Então resolvi manter o nome em inglês mesmo, mas fiquei curiosa e fiz uma breve pesquisa. Senta que lá vem a história.

Esse prato se originou nas colônias britânicas, porque os colonizadores não tinham acesso aos ingredientes da terrinha e tinham que se adaptar. Cobbler, o prato, pode ser entendido como “torta de fruta” (mas torta pra gente é outra coisa), tem uma série de variações e faz parte da família dos Crumbles (por falar nisso tem uma receita de crumble de maçã aqui), e basicamente consiste em fruta picada coberta por uma massa e assada.

Caraca, eu falo muito! Mas chega de lero-lero, e vamos ao que interessa!

Cobbler de Pêssego (Peach Cobbler)

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  • 1 lata de pêssego em calda
  • 100g de manteiga derretida
  • 1 xíc. de farinha de trigo
  • 1 xíc. de açúcar
  • 1 xíc. de leite
  • 1 col. de chá de fermento em pó

– Preaqueça o forno em 180º C. Escorra e corte os pêssegos, eu corto em tiras, tipo, cada metade de pêssego em três ou quatro pedaços. Reserve um minuto.

Misture a farinha de trigo, o açúcar, o leite e o fermento numa tijela, mexa até ficar homogêneo. Reserve um minutinho.

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Coloque a manteiga derretida em uma travessa/pirex/prato de servir de mais ou menos 20×20 cm.

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Coloque a massa por cima da manteiga, mas NÃO MISTURE.

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Coloque os pêssegos cortados em cima e leve pra assar por uns 30 minutos, ou até que fique dourada. E é isso. Só isso. Fala sério, não demorou nem 5 minutos, vai…

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Não precisa servir morno, mas também não precisa ir pra geladeira. E super combina com uma bolinha de sorvete de creme🍦.

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Receitinha rápida, barata e gostosa. Tá bom ou quer mais?

Faz aí na sua casa e me diz se é ou não é boa!

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Kisses,

Sinhá Ju

 

Especial de Verão: Creme de Cupuaçu

Depois de passar pelo Peru, México e Itália, nosso Especial de Verão veio passear pelo Brasil e foi parar bem no Pará! Trocadilho infame a parte, essa receita é tudo menos isso.

Pense numa coisa fácil. Agora pense numa coisa gostosa. Junte os dois e o que que deu? Creme de Cupuaçu!!! É, eu sei que tem creme de cupuaçu espalhado por todo o Norte do país, mas essa receita quem me deu foi minha querida tia Telma, que é paraense, então não briguem comigo, família é família.

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A única coisa difícil nessa receita é achar a polpa de cupuaçu. Essa que eu usei foi uma amiga maranhense que trouxe pra mim (valeu Rejane!). Quem tem amigos tem tudo, até polpa de cupuaçu. Se você não tem amigos nortistas que possam te trazer cupuaçu na mala (ou melhor, no isopor), procure uma loja de produtos do Norte na sua cidade. E se sua cidade for por acaso o Rio de Janeiro, tem uma loja dessas no Largo do Machado onde você encontra até sorvete da Cairu! (quem já provou sabe do que eu estou falando).

Creme de Cupuaçu

  • 500g de polpa de cupuaçu
  • 2 latas de leite condensado
  • 2 latas de creme de leite

-Bata tudo no liquidificador. Coloque numa travessa bonita. Leve ao congelador. E pronto. Simples assim.

Tá fácil demais? Podemos incrementar com biscoito champanhe! É só molhar o biscoito num pouco de leite e fazer camadas alternadas de creme e biscoito. Começa com uma camada creme, depois uma camada de biscoito, mais creme, mais biscoito e termina com creme. Pra enfeitar esfarela uns biscoitinhos por cima. Aí é só levar pro congelador e pronto! Ficou mais demorado mas ainda tá longe de ser difícil, vai…

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Tia Telma disse que a versão com biscoitos é a favorita dela, e eu realmente não sei porque eu fiz sem. Já vou comprar os biscoitos pra próxima vez.

E você, vai fazer com ou sem biscoitos? Escolhe, faz, tira foto e me manda, e depois que se acabar de comer vai ali nos comentários me contar o que achou. 😉

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Beijos,

Sinhá Ju

 

Especial de Verão: Uma maçã por dia…

“An apple a day keeps the doctor away” ou “uma maçã por dia mantém o medico longe”. Com esse pensamento vamos fazer bolo de maçã! Será que conta?

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Se o ditado é verdade eu não sei, mas que maçã além de fazer bem a saúde é um dos ingredientes mais versáteis da cozinha, isso é.  Enquanto ela in natura possa ser considerada sem graça (não por mim…) ou até seja deixada de lado, como ingrediente ela samba na cara da sociedade. Vai dos mais comuns bolos, passando por doces e tortas e chegando a drinks, saladas e pratos salgados. Não acredita? Aguarde os próximos capítulos.

Hoje vamos de tradicional, mas nunca de comum: bolo de maçã. Se bem que esse não é bem um bolo, é quase uma torta, e faz bonito que só. E o melhor é tão simples, mas tão simples que a gente fica se perguntando porque não fez isso antes! Então vamos aos ingredientes?

Bolo de Maçã

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  • 2 a 3 maçãs
  • 1 pacote de mistura pra bolo (baunilha, branco, de festa…)
  • 150g de manteiga (3/4 do tablete ou 3/4 de xícara)
  • canela em pó

– Derreta a manteiga, mas não é pra ferver. Reserve. Lave bem as maçãs e corte-as em fatias, descartando o miolo, é claro. Não precisa descascar, mas se você quiser muito ou se não suporta casca de maçã, vá em frente.

Pegue a travessa/forma que for usar e unte com manteiga (não a derretida). Disponha as fatias de maçã na forma e salpique a canela a gosto (se você não gosta/for alérgico a canela, use essência de baunilha).

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Cubra tudo com a mistura pra bolo (o pó mesmo), e regue com a manteiga derretida.

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Salpique mais canela por cima e leve ao forno (médio) por 35-45 minutos, até que esteja borbulhando.

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Tão simples porém tão eficiente, do jeitinho que a gente gosta!

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Considerações finais: Eu usei uma forma de fundo removível, mas da próxima vez vou fazer numa travessa. Como a base do bolo é só maçã não tem como tirar ela do fundo, talvez num refratário fique mais fácil de servir…

Falando em servir, sinta-se a vontade de servir esse bolo/torta com sorvete, fica um luxo!

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Aproveita essa folguinha de carnaval e faz essa receita, depois volta aqui pra me contar!

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Kisses,

Sinhá Ju 🍎

(Receita inspirada no Pinterest)

Brownie de Beterraba

Ainda trilhando o caminho da redenção, chegamos ao post de hoje. Porém, assim como a receita anterior essa redenção tá meio corrompida. Mas ao contrário da anterior não estamos levando a beterraba para o mau caminho e sim guiando o brownie pro caminho do bem.

Essa receita é muito boa e simples, não precisa ficar com medo da beterraba, ela não morde, e misturada ao chocolate não dá nem pra sentir o gosto dela. Ótima pra fazer crianças (pequenas e grandes) comerem vegetais sem torcer o nariz. Mas fica a dica, só fale que tem beterraba na receita depois que todo mundo comer e elogiar 😉. Quem vai dizer que aqui tem beterraba?

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Pra fazer essa delícia você vai precisar de:

  • 250 g de chocolate meio amargo (quanto maior a porcentagem de cacau, mais saudável fica a sua receita)
  • 2 beterrabas pequenas (250 g)
  • 3 ovos
  • 100 g de manteiga (1/2 tablete)
  • 1 xíc. de açúcar demerara (200 g)
  • 1 col. (chá) de essência de baunilha
  •  1 xíc.de farinha de trigo não muito cheia (100 g)
  • 1 col. (chá) bicarbonato de sódio
  • 1 col. (chá) de fermento em pó
  •  1/2 xíc. de farinha de amêndoa (50 g)

Pra cobertura:

  • 1 potinho de iogurte natural
  • 75g de chocolate meio amargo
  • 1/3 xíc. de açúcar de confeiteiro (50 g)

– Pra começar pre aqueça o forno a 180º e prepare a forma. Essa receita não é grande então pegue uma forma menor, você pode untar e enfarinhar ou forrar com papel manteiga.

Derreta o chocolate (banho-maria ou microondas, cê que sabe), descasque e rale as beterrabas e derreta a manteiga (separada do chocolate). Reserve tudo.

Bata os ovos, o açúcar, a baunilha e a manteiga derretida numa tigela até ficar fofinha e clara. Não precisa usar a batedeira, aproveite pra malhar o braço que essa é uma receita completa, já vem com a série de braço incluída, hehehe.

Brincadeirinhas a parte, vamos voltar pra receita? Agora misture as farinhas (trigo e amêndoa), o bicarbonato e o fermento. Seguido do chocolate derretido e da beterraba ralada.

Tá com uma cor linda, fala aí! É só colocar essa massa na forma já preparada e levar pra assar no forno pre aquecido de 30 a 40 minutos, ou até que passe no teste do palito (aquele que a gente enfia um palito de dente no bolo e se sair limpo está pronto).

Enquanto o bolo assa prepare a cobertura, que basicamente consiste em derreter o chocolate e misturar nele o açúcar de confeiteiro e o iogurte. Mas ô, só coloque a cobertura quando o brownie tiver esfriado, OK?

Brownie frio e cobertinho? É só correr pro abraço!

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Até da pra ver as tirinhas de beterraba, mas vai tá tão bom que ninguém vai se importar, acredite. Faz lá pra você ver… e me conta aqui depois, belê?

Kissinhos,

a Sinhá

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Sorvete de limão da Nigella

Acho que ainda não cheguei a comentar por aqui o quão fã da Nigella eu sou. (Pra quem não sabe quem ela é dá um pulinho no site dela, é em inglês mas já dá pra ter uma idéia de quem eu estou falando.)

Nigella Lawson, inglesa, rainha da cozinha, e, por que não, sexy sem ser vulgar. Cozinheira, escritora, apresentadora, inspiração dessa sinhá aqui. Há quem ame, há quem torça o nariz; eu particularmente, adoro, desde do dia que cheguei mais cedo da aula e assisti, assim por acaso, o programa ‘Receitas da Nigella’ que passava no GNT. Foi amor a primeira receita, viciei, anotava receitas, me aventurava na cozinha, e nunca mais parei de acompanha-la. Tive a felicidade de encontrar com ela e dizer: “You inspire me” enquanto ela autografava meu livro. Ela foi uma simpatia só, aí gamei de vez.

Então é seguro dizer que haverá algumas receitas de Nigella por aqui, essa é só a primeira.

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Sorvete de Limão

Sorvetinho simples, fácil e super refrescante, pra combinar com esse calor que vem chegando. Você vai precisar de:

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  • 500 ml de creme de leite fresco (1 garrafinha) – aqui não tem atalho, tem que ser esse mesmo, o de caixinha não dá samba.
  • suco e raspas de 3 limões (a receita original pede o siciliano, e foi o que eu usei, mas não vejo nenhum motivo pra vc não usar nosso limãozinho verde)
  • 175g de açúcar de confeiteiro (3/4 xíc) – mais uma vez, sem atalhos, se usar o açúcar comum ou cristal a textura e consistência do sorvete não serão a mesma.
  • 3 col. (sopa) de água gelada

– Lave bem os limões, separe as raspas de 2 deles, e esprema os três (coe, se necessário). Misture o suco de limão com o açúcar e as raspas (eu particularmente, não gosto de misturar as raspas aqui, pelo menos não tudo, prefiro deixar pra pôr por cima). deixe descansar por uns 20-30 minutinhos pra os sabores se misturarem. Sem contar que sua cozinha vai estar cheirando bem pacas nessa hora.

Bata o creme de leite gelado (importante!) com a água gelada na batedeira ou com um fouet até formar picos moles. NAO BATA DEMAIS O CREME DE LEITE! O ponto certo é quando ele adquiriu uma certa consistência, mas quando você levanta o batedor o biquinho do creme da uma caidinha. Lembre-se, vá com calma, uma vez batido não dá pra voltar atrás.

Agora é só juntar a mistura de limão e bater mais um pouquinho (eu disse pouquinho). Caso esteja usando batedeira eu aconselho a fazer essa etapa à mão.

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Disponha o creme numa travessa baixa, cubra e leve ao congelador até que fique firme, de 3-6 horas.

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Transfira do congelador pra geladeira um pouquinho antes de servir, pra contribuir pra cremosidade. Mas se você mora num lugar quente que nem eu, nem precisa se preocupar muito com isso.

Sirva uma porção generosa e cai dentro!

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Agora vai lá se refrescar com essa receita e volta aqui pra me dizer o que achou.

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Kisses,

a Sinhá