Vamos falar de coisa boa?

Depois de uma semana punk foda difícil estou aqui de volta pra falar de coisa boa, aêeeee!!!

E quer coisa melhor que presentes legais? Ano passado minha irmã querida me deu uma agenda que é a minha cara. Diz se não é?

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Ela é toda fofa por dentro, cheia de matrioskas e cupcakes e o mais legal… RECEITAS PRA TESTAR!!!

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Cada mês tem uma receita diferente que eu vou testar, provar e postar o resultado aqui, seja ele qual for… porque errar é aprender, principalmente na cozinha.

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As receitas são boas, mas não resisti a dar meus pitacos…

Não é a primeira vez que tenho uma “agenda culinária”, por assim dizer. Uns anos atrás tive uma Agenda Gourmet, que tinha dicas e receitas (doces e salgadas), cheguei a falar dela no antigo lar da Sinhá, e fiz algumas receitas, mas não todas. Talvez até reedite essa idéia, quem sabe…. 💡

Essa agenda agora será meu desafio. Farei todas as receitas, uma por mês e vou compartilhar com vocês aqui, #partiu cozinha? Vamos nessa porque eu já tô atrasada….

Beijinhos,

Sinhá Ju

Especial de Verão: ¡Viva México!

Eita que esse Especial de Verão tá internacional! Depois de visitarmos o Peru com o ceviche, agora é a vez de darmos uma passadinha no México.

Acho que o Brasil é um dos poucos países que come abacate como fruta doce, em vitaminas e sobremesas, e é (ou era) muito comum nós brasileiros torcermos o nariz quando se fala em abacate como prato salgado. Então se você é do time que acha mega estranho comer abacate ‘salgado’, saiba que somos minoria e na verdade os estranhos somos nós. Uma vez comentei com um amigo canadense que aqui no Brasil a gente tomava vitamina de abacate, com leite e açúcar e ele praticamente riu na minha cara, sem conseguir nem imaginar como seria.

Em nossa defessa, o tipo de abacate mais comum em terras tupiniquins (o abacate manteiga) é mais ‘aguado’, com menor teor de gordura e mais adocicado. Já o mais comum em outros países da América é o avocado, que é menor, com a casca escura e enrugada, que é mais cremoso (denso), com maior teor de gordura e com um sabor mais neutro.

Sem dúvida o prato mais famoso com abacate é o guacamole, que, não a toa, é a nossa receita de hoje. Ele é típico da culinária do México e está presente em todos os países onde haja um restaurante mexicano. Serve de acompanhamento pra salada, como entradinha, e fica bom até no sanduíche!

Apesar do avocado (o abacatinho menor) ser indicado pra se fazer guacamole, dá pra fazer com o outro tipo de abacate também (os puristas que me desculpem). Só não vai ficar tão denso, por assim dizer. Agora chega de falatório e vamos ao que interessa!

Guacamole (a moda da Sinhá)

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Esse é o avocado, mas pode fazer com o abacate mesmo…

  • Abacate maduro (uns 3 ou 4 pequenos ou 1 grande)
  • coentro a gosto (generoso)
  • 1 limão
  • sal a gosto
  • 1-2 tomates (eu uso vermelho mesmo, mas se você quiser seguir a linha monocromática, usa o verde)

– Pique o coentro e o tomate (descarte as sementes), reserve.

Corte os abacates ao meio e tire a polpa da casca com uma colher. Amasse com um garfo, não bata, a idéia é que fique ‘pedaçudo’ mesmo.

Misture o abacate, o coentro, o suco do limão e o sal. Prove, tá gostoso? Então misture o tomate picado, e pronto!

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É só servir com doritos, nachos, torrada, ou num sanduíche, numa salada…. fique a vontade. Mi guacamole, su guacamole.

Compra lá um abacate e faz um guacamole, chama uns amigos, tira foto e manda pra mim!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos,

Sinhá Ju.

Especial de Verão: Uma maçã por dia…

“An apple a day keeps the doctor away” ou “uma maçã por dia mantém o medico longe”. Com esse pensamento vamos fazer bolo de maçã! Será que conta?

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Se o ditado é verdade eu não sei, mas que maçã além de fazer bem a saúde é um dos ingredientes mais versáteis da cozinha, isso é.  Enquanto ela in natura possa ser considerada sem graça (não por mim…) ou até seja deixada de lado, como ingrediente ela samba na cara da sociedade. Vai dos mais comuns bolos, passando por doces e tortas e chegando a drinks, saladas e pratos salgados. Não acredita? Aguarde os próximos capítulos.

Hoje vamos de tradicional, mas nunca de comum: bolo de maçã. Se bem que esse não é bem um bolo, é quase uma torta, e faz bonito que só. E o melhor é tão simples, mas tão simples que a gente fica se perguntando porque não fez isso antes! Então vamos aos ingredientes?

Bolo de Maçã

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  • 2 a 3 maçãs
  • 1 pacote de mistura pra bolo (baunilha, branco, de festa…)
  • 150g de manteiga (3/4 do tablete ou 3/4 de xícara)
  • canela em pó

– Derreta a manteiga, mas não é pra ferver. Reserve. Lave bem as maçãs e corte-as em fatias, descartando o miolo, é claro. Não precisa descascar, mas se você quiser muito ou se não suporta casca de maçã, vá em frente.

Pegue a travessa/forma que for usar e unte com manteiga (não a derretida). Disponha as fatias de maçã na forma e salpique a canela a gosto (se você não gosta/for alérgico a canela, use essência de baunilha).

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Cubra tudo com a mistura pra bolo (o pó mesmo), e regue com a manteiga derretida.

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Salpique mais canela por cima e leve ao forno (médio) por 35-45 minutos, até que esteja borbulhando.

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Tão simples porém tão eficiente, do jeitinho que a gente gosta!

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Considerações finais: Eu usei uma forma de fundo removível, mas da próxima vez vou fazer numa travessa. Como a base do bolo é só maçã não tem como tirar ela do fundo, talvez num refratário fique mais fácil de servir…

Falando em servir, sinta-se a vontade de servir esse bolo/torta com sorvete, fica um luxo!

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Aproveita essa folguinha de carnaval e faz essa receita, depois volta aqui pra me contar!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Kisses,

Sinhá Ju 🍎

(Receita inspirada no Pinterest)

Especial de Verão: Ceviche de Tilápia

Verão também é época de férias, vide que ja passou o Ano Novo, ja acabou janeiro e nada de novidades por aqui… 😳 Então, antes que chegue o carnaval vamos de receita nova! Aêeeeee!

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E vamos de ceviche pra abrir esse Especial. Pra quem não conhece, o ceviche é um prato da culinária peruana que é basicamente peixe branco marinado no limão. O peixinho é cru mesmo, e se você for desses que torce o nariz pra peixe cru, saiba que a acidez do limão ajuda a dar uma [leve] “cozida” na carne do peixe, já ajuda, né? (minha mãe, por exemplo, não come comida japonesa por ser cru, mas ceviche ela come de boa).

A base do prato é essa (peixe+limão), mas um outro trio não pode faltar pra completar o quadro. São eles: cebola roxa, pimenta e coentro. Agora quando o assunto são os coadjuvantes, as opções variam, pode ter milho cozido, batata, batata doce, alga… e por ai vai.

Nessa versão Doce Sinhá me inspirei na tradicional, mas não resisti a colocar um pouquinho de Brasil no prato. Lista de ingredientes? Tem sim senhor!

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  • 2 filés de tilápia (foi uma tilápia inteira, limpa)
  • 2 limões tahiti (limão verde, aquele comum mesmo)
  • coentro picado à gosto (mas vamos trabalhar a generosidade)
  • pimenta vermelha fresca ou em conserva, picada. {Aqui vai ser de acordo com a sua tolerância à ardência. Eu usei uma pimenta em conserva que eu fiz com as pimentas que minha tia Mera mandou pra mim lá da Bahia ❤️, mas você usa a pimenta que você preferir, o importante é colocar pelo menos um pouco. Não tem conserva nem fresca? se joga da pimenta calabresa (seca)!}
  • 1 cebola roxa cortada em fatias finas
  • 1 vidrinho de leite de coco (200 ml)
  • sal

– Pegue os filés de tilápia (já devidamente limpo pelo moço da peixaria) e corte-os em cubos médios. Teoricamente só se usa a parte mais gordinha do filé, mas peixe é caro, ceviche é gostoso e não trabalhamos com desperdício nessa cozinha, então corte tudo mesmo. A parte mais fina você pode cortar em pedaços maiorzinhos.

Daí é só temperar com o suco dos limões, o coentro picado, o sal, a cebola fatiada, a pimenta picada (Dica: descarte as sementes da pimenta pra arder menos), e por último, o leite de coco. Experimente, acerte o sal, e leve a geladeira até a hora de servir.

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Ceviche é um prato que deve ser feito bem perto da hora de servir. Tenha em mente que quanto mais ele marinar, mais “cozido” o peixe vai ficar. Daí varia do seu gosto: peixe mais cru, tempera e serve, mais cozido, deixe marinar até 2 horas na geladeira. (Eu deixei o meu uns 30 minutos). É muito importante manter o peixe sempre gelado, então enquanto lava/corta/pica os outros ingredientes do prato, deixe o peixinho na geladeira, e depois do prato pronto também é pra lá que ele deve ir.

Enquanto seu peixe marina (ou antes de começar a fazer o ceviche) dá pra fazer esse molhinho esperto pra acompanhar. Super combina…

Pra acompanhar: Molho de pimenta biquinho

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  • pimenta biquinho (umas 25, se quiser contar)
  • 1 col (sopa) de açúcar mascavo
  • um punhado de folhas de hortelã
  • água

– Mais simples nao poderia ser: pique as pimentas e as folhas de hortelã. Misture numa panelinha as coisas picadas e o açúcar mascavo. Ponha um pouco de água (umas duas ou três colheres) e misture pra dissolver. Se tiver um mixer, pode bater essa misturinha pra acentuar mais o sabor (pode usar o liquidificador no lugar do mixer, mas é tão pouquinho q acho q nem vale a pena o trabalho). Dai leva ao fogo pra dar uma fervida boa. Coloque numa tigela pra esfriar mais rápido. Sirva por cima do ceviche.

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Se você nunca provou ceviche e ainda está em dúvida se experimenta ou não, tenho umas curiosidades pra te ajudar. O ceviche faz parte da culinária andina e era feito por povos da região há milênios (sem exagero); mas ele é especialmente querido e amado no Peru, onde é prato/paixão/orgulho nacional. Pra você ter idéia ele faz parte do Patrimônio Cultural do país e tem até uma data comemorativa só pra ele (dia 28 de junho). Vamos combinar que pra ser tão amado assim tem que fazer por onde, né?

Vai lá tirar a prova dessa paixão toda e volta aqui pra me dizer o que achou!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos,

[Não] Deixa o verão pra mais tarde…

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Praia da Joatinga – Rio de Janeiro – RJ

Ah… o verão… Tão festivo, tão astral, tão solar e tão, tão, tão quente….

Nessa época tudo pede frescor, seja num banho de mar/piscina, num picolé de limão, num ar condicionado “emprestado ” das lojas na rua, ou numa água de coco estupidamente gelada. A palavra de ordem é: REFRESQUE-SE!

{Participação especial do sorvete de dulce de leche em Buenos Aires, e do especialíssimo sorvete de açaí da Cairu, em Belém 🙌🏽}

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Búzios – RJ

E pra te ajudar a refrescar a cuca e o corpitcho, sua parça aqui não fez por menos e preparou o “Especial de Verão Doce Sinhá”, com receitas levinhas e facinhas pra curtir nessa estação, e no resto do ano também. (Se você, como eu, mora numa cidade tipo o Hell Rio de Janeiro, é quase verão o ano inteiro mesmo…)

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Praia de Geriba – Búzios – RJ

Serão 8 receitas especialmente selecionadas nessa vibe sol, som, surf e sal* pra você se deliciar.

Ah! E eu prometo que todas estarão devidamente postadas aqui antes das águas de março chegaram pra fechar o verão**, palavra de escoteira✋🏽. (Tá, eu nunca fui escoteira, mas dá pra confiar mesmo assim…)

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English Bay – Vancouver – Canadá

Cola aqui que já já tem receita,

Besitos, Sinhá Ju ☀️

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Búzios – RJ

*Eu sou do Rio, então pra mim verão tem cara de praia, mas sinta-se à vontade pra trocar pela sua referência de verão preferida…

**O verão termina dia 20 de março, só pra constar e depois não me chamarem de atrasada…

Bloqueio Natalino

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10 dias.

Isso mesmo, faltam apenas 10 dias pro Natal. E eu estou enfrentando o maior bloqueio criativo da história, e justo na minha época favorita do ano… 😰

Vou deixar vocês com essa imagem fofa e torcer pra amanhã acordar ‘desbloqueada’…

Merry Christmas to all, and to all a good night! [Feliz Natal a todos, e a todos boa noite!]

Batata com Alecrim

“Alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo sem ser semeado…”

Eu amo alecrim, e amo batata, e acho que eles dois juntos formam um casal perfeito! Daí a gente coloca alho e azeite na foto e forma a família perfeita!

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Sério, sem brincadeira, essa batata assada com alecrim é de arrasar quarteirão, é tipo salgadinho, é impossível comer só um. A primeira vez que eu fiz elas aqui em casa teve briga, então aumentei a quantidade, fiz 2 kg de batata (pra 6 pessoas) e não teve briga, mas também não sobrou…

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Antes que você pense que somos todos ogros esfomiados vou te dizer duas coisas: 1- como elas ficam muito tempo no forno (pra ficar crocante) acaba não rendendo muito; e 2- você ainda não provou essas receita…

Agora chega de propaganda, vamos à receita. Você vai precisar de:

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  • 1 kg de batata
  • 5 dentes de alho
  • 2 ramos de alecrim, e mais um pouco pra decorar
  • 3 col. (sopa) azeite
  • sal e pimenta à gosto
  • 2 col. (sopa) de cebola/alho/salsa desidratados. (Vende na seção de temperos do mercado, mas se você não tiver pode pular essa parte)

– Pre aqueça o forno em 230ºC. Forre uma forma (baixinha, de preferência) com papel alumínio, só pra facilitar a limpeza depois, e coloque ela no forno também.

Lave e seque bem as batatas, já que não vamos descasca-las. Corte ao meio, no sentido do comprimento, e depois cada metade em 3 ou 4 partes, dependendo do tamanho da batata, e também no sentido do comprimento. Coloque as batatas num prato grande, que possa ir ao microondas; arrume as batatas pra que elas não fiquem sobrepostas. Cozinhe no microondas por uns 5 minutos, a idéia não é cozinhar completamente, e sim dá uma pre cozida pra acelerar o processo no forno, e também as batatas quentes absorvem mais tempero.

Caso você tenha ouvido meu conselho esta fazendo uma quantidade grande de batatas,  divida as batatas e faça essa parte do microondas em partes, pra não amontoar tudo no prato. Você também pode cozinhar na panela com água, mas eu não aconselho, pois quanto mais seca a batata estiver, mais crocante ela vai ficar.

Enquanto as batatas estão no microondas, prepare a marinada. Amasse os dentes de alho com a faca, só pra quebrar mesmo, não precisa nem descascar, e coloque num saco limpo e forte, ou numa tigela funda. Pique o alecrim e junte ao alho. Junte também o azeite, o sal e a pimenta, e os temperos desidratados. Misture bem.

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Pegue as batatas no microondas (cuidado que o prato tá quente!) e junte na marinada, misturando bem pra cobrir todas as batatinhas no tempero. Deixe descansar por uns 10 minutos.

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Retire a forma que a gente colocou no forno lá no começo (mais uma vez, cuidado que tá quente!) e arrume as batatas uma do lado da outra sem amontoar. Coloque toda a marinada junto com as batatas e leve pra assar em forno alto por uns 30 minutos ou até que esteja dourada, sequinha e crocante por fora e macia por dentro. Ah! tem que virar as batatas na metade do tempo, pra dourar de todos os lados.

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Decore com alecrim fresco e sirva com frango, carne, peixe, pura, no lanche da tarde… mas sirva, resista a tentação de comer tudo sozinha… ou não. 😏

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Essa receita também é ótima pros festejos natalinos, que estão chegando por aí.

Vai lá comprar batata e alecrim, fazer essa receita e volta aqui pra me dizer como ficou!

Baci,

a Sinhá

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