Especial de Verão: Arroz da Sandy

Sim, é isso mesmo, Sandy, a cantora, da dupla Sandy e Junior, “vamo pulá! vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá!”. Essa Sandy.

E sim, sou fã dela, apesar de não acompanhar mais tão de perto. A dupla fez parte da minha infância, e confesso que fiquei triste quando eles se separaram 😢… Vida que segue, hehehe.

Então quando vi essa receita dela no programa da Angélica, muuuitos anos atrás, eu tive que testar em casa. E não é que deu certo? Tão certo que já repeti algumas vezes. Mas nem sendo fã resistir a fazer minhas pequenas mudanças, é mais forte do que eu!

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Arroz Oriental [da Sandy]

  • 1 cenoura (média ou grande), em cubinhos
  • 1 cebola roxa, picadinha
  • 500g de peito de frango
  • 2 xíc. de arroz japonês cozido* (de preferência use o arroz japonês, mas dá pra fazer com outro arroz também, é só deixar mais ‘unidos venceremos’)

*o arroz quase triplica de volume quando cozinha, então, pra obter essa medida dele cozido, você vai usar mais ou menos 2/3 de xícara de arroz cru; cozinhe conforme as instruções da embalagem.

  • 4 ovos
  • 2 abobrinhas italianas, em rodelas
  • 1 maço de cebolinha, picada
  • shoyu, bastante
  • 80g de manteiga (mais ou menos umas 4 col. de sopa)
  • gergelim a gosto, branco ou preto, descascado
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • óleo ou azeite pra refogar

Uma pequena observação, o ideal é fazer essa receita numa chapa, mas nem todo mundo tem uma dessas. Quando eu faço eu uso o grill que tem aqui em casa e uma panela de grelhar, que é bem baixinha. Se você não tem nem uma chapa nem um grill, tenta usar uma panela/frigideira baixa, que é pra não juntar água quando estivermos refogando as coisas, especialmente o frango. Se sua panela/frigideira não for grande, vá refogando os ingredientes por parte (toda vez que eu falar pra colocar no canto da chapa, você tira da panela) e junte tudo numa panela maior no final.

– Voltando a programação normal: Corte o frango em tiras ou cubos e tempere com sal e pimenta do reino. Reserve.

Já cortou/picou todos os legumes? Ótimo. Pode começar refogando a cebola e a cenoura no azeite/óleo até ficarem macios.

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Se estiver usando uma chapa/grill, junte os legumes num canto e coloque o frango pra refogar, se preciso use um pouco mais de óleo.

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Enquanto o frango refoga, numa panela separada (tem que ser baixa, tipo frigideira), coloque um pouco de azeite e as abobrinhas em rodelas pra grelhar. Você vai ter que cuidar do frango e das abobrinhas ao mesmo tempo, mas se for muito ruim pra você e não tiver ninguém pra te ajudar, pode deixar pra fazer as abobrinhas depois que tiver terminado o arroz. Quando as abobrinhas tiverem dado uma murchadinha, vire-as e coloque um pouco de shoyu e quando elas estiverem macias, desligue o fogo e deixe elas na panela mesmo.

Quando o frango estiver cozido, coloque um pouco de shoyu e um pouco de gergelim. Misture com a cenoura e a cebola e deixe lá no canto.

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Numa tijela, bata os ovos e tempere com um pouco de sal e pimenta. Coloque os ovos batidos na chapa/grill (mas não aonde o frango está, né?) e cozinhe, tipo ovo mexido. Se estiver com pouco espaço, vá colocando aos poucos.

Quando o ovo estiver cozido, misture-o ao frango com legumes. Junte o arroz cozido nessa festa, e a manteiga também. Use duas espátulas ou colheres pra esse serviço que facilita a tarefa.

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Misture bem e enquanto mistura, junte mais shoyu e gergelim e parte da cebolinha verde picada. A idéia é que o arroz fique meio moreno, por isso não precisa economizar no shoyu.

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Transfira o arroz pra travessa de servir e decore com mais cebolinha e mais gergelim. Sirva com as abobrinhas do lado.

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Esse modo de preparo ta cheio de observações, mas acredite em mim, a receita não é difícil de fazer. É que eu quis deixar tudo bem explicadinho.

Tire a prova real, chame uns amigos pra comer e me manda uma foto! Vou adorar ver.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

キス (Beijos em japonês 🇯🇵)

Sinhá Ju

ps- O verão acaba amanhã, dia 20/03, às 7h29, mas o Especial de Verão não… Eu acabei me atrasando (shame on me 😳), mas prometi 8 receitas e entregarei as 8 até o final dessa semana, acho que o outono nem vai se inportar, hehehe…

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Especial de Verão: Molho Pesto

Mais uma receita de verão, mais uma receita internacional, dessa vez vamos á Itália com um molhinho curinga, o Pesto.

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O pesto vem lá da Gênova, no noroeste da Itália. E lá se tem toda uma regra sobre os ingredientes e a forma de preparo desse molho. Falando em preparo, é daí que vem o nome dele. Pestare, em italiano, quer dizer esmagar, bater, e é assim que ele deve ser feito, batido no pilão (aliás, o socador do pilão se chama pesto). Ah, e o pilão deve ser de mármore e o socador de madeira pra não escurecer as folhas.

Quanto aos ingredientes também há uma série de regrinhas, o manjericão tem que ser aquele da folha grande, o queijo tem que ser o Parmigiano-Regiano e/ou Pecorino, e ainda vai pinoli, uma semente (é isso mesmo?) pequena no tamanho mas grande no preço!

Só que esse genovês anda tanto por aqui que já virou brother, é de casa. E quando a gente pega intimidade já viu, né? Pelas fotos da pra ver que eu anarquizei legal a receita.

Quem tem um pilão em casa, um braço forte, e dinheiro disponibilidade pra comprar pinolis e pecorino, vá em frente e siga a receita tradicional que é uma delícia. Mas se você, como eu, tem algumas restrições, não se intimide, Pepe não se importa (os genoveses talvez sim, mas também não vamos perguntar…).

Eu troquei o pilão pelo mini processador (liquidificadores também são bem vindos), o pinoli por castanha-do-pará e usei o parmesão que encontrei no mercado (que não era italiano, mas era bem gostoso), e corri pro abraço! Olha só:

Pesto alla Carioquese Brasiliana

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Eu vou colocar as medidas aqui como base, pra servir de guia, mas sinta-se livre pra ajustar as quantidades ao seu gosto. Por exemplo, eu gosto do meu molho bem pastoso, mas se você prefere mais liquido é só colocar mais azeite.

  • 1 maço de manjericão fresco, bem servido (se tiver muito magrinho pode por dois)
  • 1 – 2 dentes de alho, dependendo do tamanho
  • 4 – 5 castanhas-do-pará (ou castanhas-do-brasil, se preferir…)
  • 1/2 xícara de chá de azeite de oliva, extra-virgem, bem gostoso
  • 60g de queijo parmesão, em pedaço pra ralar na hora (umas 2 ou 3 colheres de sopa)
  • sal a gosto

– Lave o manjericão e separe as folhinhas, descarte o talo. Descasque o alho e rale o queijo.

Coloque as folhas de manjericão, o alho, a castanha, o sal e o azeite num mini processador ou no liquidificador e bata bem. Comece pulsando pra misturar e depois bata bem até ficar uma pasta. Junte o queijo, dê mais uma batidinha, acerte o sal e tá pronto!

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Mais fácil que isso só se alguém lavar a louça pra você…

Ele pode ser usado na hora ou guardado na geladeira, num pote bem limpo e bem fechado. Se for guardar na geladeira é importante que o pesto fique bem coberto com azeite. Ele dura bem uma semana na geladeira.

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Onde usar? O céu é o limite! Pode ser com qualquer massa (servida com um bom punhado de parmesão ralado por cima,o que não é costume, mas quem tá ligando mais pra isso…) pra incrementar uma lasanha, pra deixar a salada gostosa, como pastinha pra torrada numa entradinha esperta, pra tirar um sanduba da mesmice e aonde mais seu coração mandar.

Vai lá fazer esse pesto, tira a foto de como você usou e manda pra mim! Vou adorar mostrar sua foto aqui…

Dos 6 ingredientes usados o que não pode faltar mesmo (na minha receita) é o manjericão, o azeite, o sal e o alho (esse ultimo nem tanto…). Faltou algum dos outros? Pode fazer mesmo assim, fica bom também.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Baci,

Sinhá Ju

Especial de Verão: ¡Viva México!

Eita que esse Especial de Verão tá internacional! Depois de visitarmos o Peru com o ceviche, agora é a vez de darmos uma passadinha no México.

Acho que o Brasil é um dos poucos países que come abacate como fruta doce, em vitaminas e sobremesas, e é (ou era) muito comum nós brasileiros torcermos o nariz quando se fala em abacate como prato salgado. Então se você é do time que acha mega estranho comer abacate ‘salgado’, saiba que somos minoria e na verdade os estranhos somos nós. Uma vez comentei com um amigo canadense que aqui no Brasil a gente tomava vitamina de abacate, com leite e açúcar e ele praticamente riu na minha cara, sem conseguir nem imaginar como seria.

Em nossa defessa, o tipo de abacate mais comum em terras tupiniquins (o abacate manteiga) é mais ‘aguado’, com menor teor de gordura e mais adocicado. Já o mais comum em outros países da América é o avocado, que é menor, com a casca escura e enrugada, que é mais cremoso (denso), com maior teor de gordura e com um sabor mais neutro.

Sem dúvida o prato mais famoso com abacate é o guacamole, que, não a toa, é a nossa receita de hoje. Ele é típico da culinária do México e está presente em todos os países onde haja um restaurante mexicano. Serve de acompanhamento pra salada, como entradinha, e fica bom até no sanduíche!

Apesar do avocado (o abacatinho menor) ser indicado pra se fazer guacamole, dá pra fazer com o outro tipo de abacate também (os puristas que me desculpem). Só não vai ficar tão denso, por assim dizer. Agora chega de falatório e vamos ao que interessa!

Guacamole (a moda da Sinhá)

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Esse é o avocado, mas pode fazer com o abacate mesmo…

  • Abacate maduro (uns 3 ou 4 pequenos ou 1 grande)
  • coentro a gosto (generoso)
  • 1 limão
  • sal a gosto
  • 1-2 tomates (eu uso vermelho mesmo, mas se você quiser seguir a linha monocromática, usa o verde)

– Pique o coentro e o tomate (descarte as sementes), reserve.

Corte os abacates ao meio e tire a polpa da casca com uma colher. Amasse com um garfo, não bata, a idéia é que fique ‘pedaçudo’ mesmo.

Misture o abacate, o coentro, o suco do limão e o sal. Prove, tá gostoso? Então misture o tomate picado, e pronto!

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É só servir com doritos, nachos, torrada, ou num sanduíche, numa salada…. fique a vontade. Mi guacamole, su guacamole.

Compra lá um abacate e faz um guacamole, chama uns amigos, tira foto e manda pra mim!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos,

Sinhá Ju.

Especial de Verão: Ceviche de Tilápia

Verão também é época de férias, vide que ja passou o Ano Novo, ja acabou janeiro e nada de novidades por aqui… 😳 Então, antes que chegue o carnaval vamos de receita nova! Aêeeeee!

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E vamos de ceviche pra abrir esse Especial. Pra quem não conhece, o ceviche é um prato da culinária peruana que é basicamente peixe branco marinado no limão. O peixinho é cru mesmo, e se você for desses que torce o nariz pra peixe cru, saiba que a acidez do limão ajuda a dar uma [leve] “cozida” na carne do peixe, já ajuda, né? (minha mãe, por exemplo, não come comida japonesa por ser cru, mas ceviche ela come de boa).

A base do prato é essa (peixe+limão), mas um outro trio não pode faltar pra completar o quadro. São eles: cebola roxa, pimenta e coentro. Agora quando o assunto são os coadjuvantes, as opções variam, pode ter milho cozido, batata, batata doce, alga… e por ai vai.

Nessa versão Doce Sinhá me inspirei na tradicional, mas não resisti a colocar um pouquinho de Brasil no prato. Lista de ingredientes? Tem sim senhor!

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  • 2 filés de tilápia (foi uma tilápia inteira, limpa)
  • 2 limões tahiti (limão verde, aquele comum mesmo)
  • coentro picado à gosto (mas vamos trabalhar a generosidade)
  • pimenta vermelha fresca ou em conserva, picada. {Aqui vai ser de acordo com a sua tolerância à ardência. Eu usei uma pimenta em conserva que eu fiz com as pimentas que minha tia Mera mandou pra mim lá da Bahia ❤️, mas você usa a pimenta que você preferir, o importante é colocar pelo menos um pouco. Não tem conserva nem fresca? se joga da pimenta calabresa (seca)!}
  • 1 cebola roxa cortada em fatias finas
  • 1 vidrinho de leite de coco (200 ml)
  • sal

– Pegue os filés de tilápia (já devidamente limpo pelo moço da peixaria) e corte-os em cubos médios. Teoricamente só se usa a parte mais gordinha do filé, mas peixe é caro, ceviche é gostoso e não trabalhamos com desperdício nessa cozinha, então corte tudo mesmo. A parte mais fina você pode cortar em pedaços maiorzinhos.

Daí é só temperar com o suco dos limões, o coentro picado, o sal, a cebola fatiada, a pimenta picada (Dica: descarte as sementes da pimenta pra arder menos), e por último, o leite de coco. Experimente, acerte o sal, e leve a geladeira até a hora de servir.

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Ceviche é um prato que deve ser feito bem perto da hora de servir. Tenha em mente que quanto mais ele marinar, mais “cozido” o peixe vai ficar. Daí varia do seu gosto: peixe mais cru, tempera e serve, mais cozido, deixe marinar até 2 horas na geladeira. (Eu deixei o meu uns 30 minutos). É muito importante manter o peixe sempre gelado, então enquanto lava/corta/pica os outros ingredientes do prato, deixe o peixinho na geladeira, e depois do prato pronto também é pra lá que ele deve ir.

Enquanto seu peixe marina (ou antes de começar a fazer o ceviche) dá pra fazer esse molhinho esperto pra acompanhar. Super combina…

Pra acompanhar: Molho de pimenta biquinho

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  • pimenta biquinho (umas 25, se quiser contar)
  • 1 col (sopa) de açúcar mascavo
  • um punhado de folhas de hortelã
  • água

– Mais simples nao poderia ser: pique as pimentas e as folhas de hortelã. Misture numa panelinha as coisas picadas e o açúcar mascavo. Ponha um pouco de água (umas duas ou três colheres) e misture pra dissolver. Se tiver um mixer, pode bater essa misturinha pra acentuar mais o sabor (pode usar o liquidificador no lugar do mixer, mas é tão pouquinho q acho q nem vale a pena o trabalho). Dai leva ao fogo pra dar uma fervida boa. Coloque numa tigela pra esfriar mais rápido. Sirva por cima do ceviche.

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Se você nunca provou ceviche e ainda está em dúvida se experimenta ou não, tenho umas curiosidades pra te ajudar. O ceviche faz parte da culinária andina e era feito por povos da região há milênios (sem exagero); mas ele é especialmente querido e amado no Peru, onde é prato/paixão/orgulho nacional. Pra você ter idéia ele faz parte do Patrimônio Cultural do país e tem até uma data comemorativa só pra ele (dia 28 de junho). Vamos combinar que pra ser tão amado assim tem que fazer por onde, né?

Vai lá tirar a prova dessa paixão toda e volta aqui pra me dizer o que achou!

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos,

Brócolis e couve-flor gratinados

Depois da última bomba receita resolvi me redimir. Mas é claro que a redenção não foi completa… 😏

Essa receita de hoje é bem simples porém muito eficiente. Couve-flor e brócolis gratinado, mas pode chamar também de “como levar vegetais saudáveis pro mau caminho”. Ai gente, eu não me aguento. Mas estou trabalhando nisso, quando vocês menos esperarem estarei transformada em Fit Sinhá!

Essa receita pode ser feita de duas formas, a o caminho normal e o atalho. Não vou dizer que o resultado final fica igual, mas fica igualmente gostoso. O caminho mais longo é fazendo um molho branco simples, ou molho béchamel se preferir, o que vai deixar o prato final mais cremoso. Agora se estiver você tiver com pressa, pode ignorar o molho branco e usar creme de leite temperado (eu já explico), só que resultado vai ser menos cremoso e mais “aguado”, mas muito bom também.

Sem mais delongas, vamos à receita. Você vai precisar de:

1/2 couve-flor e 1/2 brócolis. Na verdade pode ser ou um ou outro, mas no hortifruti que eu vou eles vendem metade da couve-flor e do brócolis juntinhos numa bandeja, por isso usei assim, o visual ficou bonito então eu continuei fazendo desse jeito.

Para o molho

500ml de leite

2 col. (sopa) de manteiga

2 col. (sopa) de farinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

~Ou~

2 caixinhas de creme de leite (400 g)

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Queijo ralado e cheiro verde picado pra polvilhar (independente do caminho que você escolher)

– Pode começar cozinhando os vegetais. Eu uso a seguinte técnica: Ponha água e sal numa panela pra ferver, como se fosse pra cozinhar macarrão, quando a água ferver coloque os vegetais pra cozinhar, mas só até ficarem al dente, ou seja, cozidos porém firmes. Enquanto eles cozinham prepare uma tigela com água+gelo+sal. Assim que chegar no ponto de cozimento, retire-os da água fervente com uma escumadeira e jogue na água gelada. Isso interrompe o cozimento e deixa nosso brócolis e couve-flor com uma cor bonita.

Mas se você preferir pode cozinhar no vapor, só lembrando do ponto al dente. Eles ainda vão ao forno e se a gente cozinhar muito agora eles vão ficar muito molengas no final.

Vegetais cozidos e escorridos? Então arrume-os num refratário e reserve.

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ô como fica bonita essa mistura!

Agora vamos ao molho:

Opção 1: Derreta a manteiga numa panela, assim que ela derreter acrescente a farinha e mexa por uns dois minutos, até ela começar a ficar levemente dourada. Acrescente o leite, e se não quiser correr o risco de sujar o fogão, tire a panela do fogo nessa hora e então volte com a panela pro fogo. Se seu molho empelotar não precisa entrar em pânico. O Fouet/Batedor Colorado está aqui pra te defender, é só mexer o molho com ele que não tem pelota que resista.

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Mexa constantemente até o molho engrossar e cobrir bonito as costas da colher, se você fizer um risco atrás os dois lados não se juntam de novo. É mais fácil mostrar do que falar:

O meu engrossou um pouquinho além da conta porque eu fiquei tentando tirar a foto, mas o seu pode ser mais líquido. Tempere com sal, pimenta e noz moscada.

Regue nossos vegetais com esse molho, polvilhe o queijo ralado e o cheiro verde e leve ao forno até dourar em cima.

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Opção 2: Coloque o creme de leite numa panela, tempere com sal, pimenta e noz moscada. Leve ao fogo médio-baixo pra esquentar, mas sem deixar ferver. Vai sem medo que creme leite de caixinha dificilmente talha. Regue nossos vegetais com esse creme de leite temperado, polvilhe o queijo ralado e leve ao forno até dourar em cima.

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Muito mais simples, mas como eu disse lá em cima, vai ficar mais aguadinho. Daí você serve com arroz que tá tudo certo. A praticidade compensa esse caldinho a mais.

 

E aí? Vai escolher qual caminho? Faz lá e me conta aqui o que achou.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Besos,

a Sinhá

Receita Preguiçosa…

Pra quem não sabe, essa Sinhá Maria aqui já teve um outro lar. O endereço antigo do Doce Sinhá ainda está ativo porque as receitas são m-a-r-a, sem nenhuma modéstia mesmo, pena que a qualidade das fotos nem sempre acompanharam a qualidade das receitas 😁. Então se algum dia vocês passarem lá na minha antiga casa foquem nas receitas, ok?

A receita de hoje eu achei em um dos meus sites gringos favoritos, The Pioneer Woman, e publiquei lá na outra residência. Mas ela é tão boa que merece ser republicada aqui. Se quiser ver a receita original é só ir lá no site da PW, mas vai lá não… aqui a receita já tá traduzidinha, adaptada, com meus pitacos, fica aqui e me faz companhia.

O nome original é Sleepin’ in Omelette, algo como ‘Omelete Dormida’ (dormido? é masculino ou feminino? eita…), mas vai pão na receita, e até onde eu sei, aqui pra nós omelete não tem pão, você pode até por omelete no pão, mas isso é outra coisa, e eu já tô saindo do assunto. Enfim, como omelete feita de pão não é comum, e como eu adaptei umas coisinhas, me dei a liberdade de rebatizar a receita como “Omelete de pão preguiçosa”.

Ok, ok, o nome não é lá essas coisas, mas quero ver você resistir a essa carinha:

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Não é light, não é fit, nem leve, nem vegana, nem ‘free’, mas é boa, muito boa, boa mesmo, vai por mim.

Fiz umas mudanças nas quantidades porque, né, tem um limite pra minha consciência pesada. Ficou super gostoso mesmo assim, tão gostoso que já repeti essa receita algumas vezes. Mas se você quiser, pode ver as quantidades originais lá no site da PW.

Omelete de Pão Preguiçosa

Pães suficientes pra encher seu refratário. Eu achei uns pãezinhos com sabor de cebola, e usei eles, mas nunca mais achei no mercado, então use o que você encontrar, se for usar o francês é melhor que esteja dormido, tembém não sei se pão de forma ficaria legal, mas vale o teste.
1 xíc. de queijo (mussarela, provolone, bola, prato) ralado. Pode até fazer um mix dos seus queijos preferidos.
150g de manteiga (xô, culpa!)
150g de cream cheese
6 ovos (isso mesmo)
2 xíc. de leite
1 col. chá de mostarda, eu aconselho usar dijon ou escura, se tiver em pó pode usar também
pimenta caiena a gosto
1/2 col chá de sal
1 col. sopa de cebolinha picada

– Primeiro unte o refratário generosamente com manteiga, vou logo avisando, generosidade comanda essa receita, se joga de uma vez.

Depois rasgue os pães sem cuidado ou perfeição e espalhe na fôrma até encher. Não precisar atulhar, porque ainda vai entrar os líquidos, é pra ficar um cheio confortável.

Espalhe o queijo ralado em cima do pão. Depois espalhe nacos de cream cheese, vai tirando com os dedos mesmo, sem frescurinha, é só lavar as mãos antes e depois…

Corte a manteiga em fatias e espalhe em cima de tudo isso. Nessa hora resista a tentação da culpa, lembre que vai valer a pena, então continue, a gente não come isso todo dia mesmo, amanhã a gente compensa.

Vai ficar assim:

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Agora misture os ovos, leite, pimenta, mostarda, e o sal numa vasilha com um batedor ou com um garfo mesmo.

Regue seu pão e queijo com essa mistura, cubra com papel alumínio e ponha na geladeira por algumas horas, quantas você quiser. Pode ser até de um dia pro outro (entendeu agora a parte da preguiça?).

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Depois do descanso, leve-o ainda coberto ao forno por mais ou menos 30 minutos. Retire o papel, salpique o cheiro verde, e volte ao forno por mais uns 15 minutos.

Tchanran!

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E como a PW disse: “Eat. Faint. Repeat.” – Coma. Desmaie. Repita.

Não conte calorias, conte sabores, afinal, academia tá aí pra isso, né? hehehe…

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Bjs,

a Sinhá

 

Bruschetta de grão de bico

Olha eu aqui de novo, e na mesma semana! É o milagre do dedo quebrado 🙏🏽, hehehe… Brincadeirinhas à parte, espero realmente tornar isso um hábito [emoji de dedo cruzado que tá faltando].

Dessa vez venho trazendo para o seu deleite uma bruschetta com uma cobertura (é assim que chama?) um tanto inusitada, pelo menos foi pra mim, mas que super funciona e combina. Meu povo aqui adorou todas as vezes que eu fiz, e ô que repetir receita é sinal de sucesso.

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Vamos aos ingredientes?

2 xíc. de grão de bico cozido (ou o tanto que você achar bom)

Aqui vai uma dica, tente achar grão de bico enlatado no mercado, economiza o trabalho de cozinhar. Mas caso você não encontre, compre o seco mesmo, cozinhe o pacote todo e congele o que não for usar, assim quando você precisar já tá pronto!

Salsa picada a gosto, mas seja generoso (não gosta de salsa? pode usar coentro)

Azeite extravirgem

Sal e pimenta-do-reino à gosto

1 limão pequeno

1 pitada de pimenta calabresa

1 pão italiano (de preferência, mas outro pão mais durinho também serve)

1 dente de alho (inteiro)

– Comece pelo pão: preaqueça o forno a 200ºC. Corte o pão em fatias e arrume-as numa assadeira, se tiver daquelas baixinhas, melhor ainda. Passe azeite dos dois lados das fatias e tempere com um pouco se sal e pimenta-do-reino. Asse por uns 10 minutos ou até que fique levemente torrado.

Se você fizer o tipo esquecido, tipo eu, coloca o timer pra funcionar, não custa nada e te salva de queimar o pão, vai por mim.

Enquanto isso, coloque o grão de bico já cozido e escorrido numa tigela, junte a ele a salsa, umas 2 col. (sopa) de azeite, a pimenta calabresa, sal e pimenta, e o suco do limão. Aqui vai mais uma dica, adicione o limão aos pouco e vá provando, pra mim o suco todo fica forte demais, então vá dosando ao seu gosto. Sempre se pode acrescentar mais, mas tirar não dá.

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Amasse com um garfo essa mistura toda.

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A idéia é que fique uma mistura meio padeçuda mesmo, por isso não dá pra usar um processador. Reserve.

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Voltando ao pão, já tirou ele do forno? Ótimo. Agora é só cortar o dente de alho ao meio e dar uma esfregadinha de alho nas torradas (num lado só). Isso é pra dar um toque de alho sem ficar com o gosto muito forte do alho cru. Mais um fiozinho de azeite no pão e uma colherada na mistura de grão de bico.

Arrume numa travessa e pronto!

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Faz lá e me conta aqui o que achou. 😉

Baci,

a Sinhá