Receita pra ceia – Batatas Laminadas

Ao vencedor, as batatas! E essas aqui são lindas e tem um efeito visual muito legal, e também são deliciosas. A receita de Batatas Hasselback, ou simplesmente batatas laminadas, dá um pouco mais de trabalho, afinal você vai ter que cortar todas as batatas com um certo cuidado, mas não é nada complicado, acredite. Mas se você está esperando um batalhão pra ceia de natal, talvez seja melhor deixar essa pra um outro dia, ou encare o desafio sem preguiça.

Se estiver fazendo essas batatas pra ceia pode calcular 1 batata (grandinha) pra cada duas pessoas. Se seu jantar não tiver muitos outros pratos (e se forem poucas pessoas) calcule 1 batata por pessoa.

Batatas Hasselback (Batatas laminadas)

  • 6 batatas (de médias a grandes) inteiras
  • Azeite
  • 3 dentes de alho
  • 100g de manteiga (pode ser com sal)
  • tomilho ou alecrim (ou uma outra erva que você goste)
  • pimenta preta moída na hora
  • sal a gosto (se tiver sal grosso pra moer na hora pode usar)

Preaqueça o forno médio. Lave bem as batatas, esfregue bem a casca com uma esponjinha ou escovinha. Corte o fundinho pra te dar uma base e a batata não ficar rolando e você acabar cortando o dedo.

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Nas fotos tem muita batata porque eram muitas pessoas pra comer, e la em casa a batata nunca é suficiente…

Com uma faca afiada, corte fatias finas, cuidado pra não ir até o final. Elas têm que ficar fatiadas, porém unidas na base.

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Ponha um fio de azeite em cima de cada uma e uma pitada de sal e esfregue cada uma. Arrume numa assadeira e leve ao forno por 20 minutos.

Enquanto isso, leve a manteiga, o alho descascado e levemente amassado, e o tomilho ao fogo numa panelinha pra derreter a manteiga e ela pegar o gosto dos temperos.

Depois dos 20 minutos, retire as batatas do forno. Com uma faquinha separe as fatias das batatas. Mas atenção, não é pra cortar, é só pra abrir como um leque. Tempere com sal e pimenta. Lembrando que as batatas estão completamente sem sal, então seja generosa.

Pegue a manteiga derretida e regue cada batata, não se preocupe em usar a manteiga toda porque você vai repetir essa etapa umas 3 vezes.

Volte a batata pro forno e deixe assar por mais 40 minutos, retirando do forno a cada 10-12 min pra pincelar a manteiga derretida (com generosidade). Se as fatias ficarem juntinhas, separe com a faquinha de novo.

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Quando elas estiverem totalmente cozidas, retire do forno, arrume num prato bonito e sirva.

Dica: depois de prontas você pode cortar cada batata em dois ou três pra render mais, principalmente se você usou o cálculo de 1 batata pra duas pessoas.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixe um comentário aqui, prometo que respondo!

Hohoho, a Sinhá 🤶🏾

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Receitas pra ceia – Batata com alecrim

Olha eu aqui de novo com mais uma receita pra ceia de natal. Ainda na onda dos acompanhamentos, e ainda falando de batatas, simplesmente porque elas são tudo de bom, eu (re)apresento a vocês as famosas Batatas com Alecrim (famosas pelo menos na minha casa, hehehe).

Postei essa receita alguns anos atrás e acho que ela combina super bem com o peru na ceia. Mas não vou fazer vocês voltarem tanto tempo no passado, vou colocar ela na integra aqui pra ninguém precisar nem clicar num link e sair da página, é só continuar lendo.

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Sem brincadeira, essa batata assada com alecrim é de arrasar quarteirão, é tipo salgadinho, é impossível comer só um. A primeira vez que eu fiz elas aqui em casa teve briga, então aumentei a quantidade, fiz 2 kg de batata (pra 6 pessoas) e não teve briga, mas também não sobrou…

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Antes que você pense que somos todos ogros esfomiados vou te dizer duas coisas: 1- como elas ficam muito tempo no forno (pra ficar crocante) acaba não rendendo muito; e 2- você ainda não provou essa receita…

Batatas assadas com alecrim

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  • 1 kg de batata
  • 5 dentes de alho
  • 2 ramos de alecrim, e mais um pouco pra decorar
  • 3 col. (sopa) azeite
  • sal e pimenta à gosto
  • 2 col. (sopa) de cebola/alho/salsa desidratados. (Vende na seção de temperos do mercado, mas se você não tiver pode pular essa parte)

Preaqueça o forno em 230ºC. Forre uma forma (baixinha, de preferência) com papel alumínio, só pra facilitar a limpeza depois, e coloque ela no forno também. Vazia mesmo.

Lave e seque bem as batatas, já que não vamos descasca-las. Corte ao meio, no sentido do comprimento, e depois cada metade em 3 ou 4 partes, dependendo do tamanho da batata, e também no sentido do comprimento. Coloque as batatas num prato grande, que possa ir ao microondas; arrume as batatas pra que elas não fiquem muito sobrepostas. Cozinhe no microondas por uns 5 minutos, a idéia não é cozinhar completamente, e sim dá uma pre cozida pra acelerar o processo no forno, e também as batatas quentes absorvem mais tempero.

Caso você tenha ouvido meu conselho esta fazendo uma quantidade grande de batatas,  divida as batatas e faça essa parte do microondas em partes, pra não amontoar tudo no prato. Você também pode cozinhar na panela com água, mas eu não aconselho, pois quanto mais seca a batata estiver, mais crocante ela vai ficar.

Enquanto as batatas estão no microondas, prepare a marinada. Amasse os dentes de alho com a faca, só pra quebrar mesmo, não precisa nem descascar, e coloque num saco limpo e forte, ou numa tigela funda. Pique o alecrim e junte ao alho. Junte também o azeite, o sal e a pimenta, e os temperos desidratados. Misture bem.

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Pegue as batatas no microondas (cuidado que o prato tá quente!) e junte na marinada, misturando bem pra cobrir todas as batatinhas no tempero. Deixe descansar por uns 10 minutos.

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Retire a forma que a gente colocou no forno lá no começo (mais uma vez, cuidado que tá quente!) e arrume as batatas uma do lado da outra sem amontoar. Coloque toda a marinada junto com as batatas e leve pra assar em forno alto por uns 30 minutos ou até que esteja dourada, sequinha e crocante por fora e macia por dentro. Ah! tem que virar as batatas na metade do tempo, pra dourar de todos os lados.

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Decore com alecrim fresco e sirva com frango, carne, peixe, pura, no lanche da tarde… mas sirva, resista a tentação de comer tudo sozinha… ou não. 😏

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Não esquece de voltar pra me dizer o que achou.

Dúvidas? Dicas? Sugestões? Dar um ‘oi’? Deixa um comentário aqui, prometo que respondo!

Hohoho, a Sinhá 🤶🏾

Especial de Verão: Molho Pesto

Mais uma receita de verão, mais uma receita internacional, dessa vez vamos á Itália com um molhinho curinga, o Pesto.

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O pesto vem lá da Gênova, no noroeste da Itália. E lá se tem toda uma regra sobre os ingredientes e a forma de preparo desse molho. Falando em preparo, é daí que vem o nome dele. Pestare, em italiano, quer dizer esmagar, bater, e é assim que ele deve ser feito, batido no pilão (aliás, o socador do pilão se chama pesto). Ah, e o pilão deve ser de mármore e o socador de madeira pra não escurecer as folhas.

Quanto aos ingredientes também há uma série de regrinhas, o manjericão tem que ser aquele da folha grande, o queijo tem que ser o Parmigiano-Regiano e/ou Pecorino, e ainda vai pinoli, uma semente (é isso mesmo?) pequena no tamanho mas grande no preço!

Só que esse genovês anda tanto por aqui que já virou brother, é de casa. E quando a gente pega intimidade já viu, né? Pelas fotos da pra ver que eu anarquizei legal a receita.

Quem tem um pilão em casa, um braço forte, e dinheiro disponibilidade pra comprar pinolis e pecorino, vá em frente e siga a receita tradicional que é uma delícia. Mas se você, como eu, tem algumas restrições, não se intimide, Pepe não se importa (os genoveses talvez sim, mas também não vamos perguntar…).

Eu troquei o pilão pelo mini processador (liquidificadores também são bem vindos), o pinoli por castanha-do-pará e usei o parmesão que encontrei no mercado (que não era italiano, mas era bem gostoso), e corri pro abraço! Olha só:

Pesto alla Carioquese Brasiliana

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Eu vou colocar as medidas aqui como base, pra servir de guia, mas sinta-se livre pra ajustar as quantidades ao seu gosto. Por exemplo, eu gosto do meu molho bem pastoso, mas se você prefere mais liquido é só colocar mais azeite.

  • 1 maço de manjericão fresco, bem servido (se tiver muito magrinho pode por dois)
  • 1 – 2 dentes de alho, dependendo do tamanho
  • 4 – 5 castanhas-do-pará (ou castanhas-do-brasil, se preferir…)
  • 1/2 xícara de chá de azeite de oliva, extra-virgem, bem gostoso
  • 60g de queijo parmesão, em pedaço pra ralar na hora (umas 2 ou 3 colheres de sopa)
  • sal a gosto

– Lave o manjericão e separe as folhinhas, descarte o talo. Descasque o alho e rale o queijo.

Coloque as folhas de manjericão, o alho, a castanha, o sal e o azeite num mini processador ou no liquidificador e bata bem. Comece pulsando pra misturar e depois bata bem até ficar uma pasta. Junte o queijo, dê mais uma batidinha, acerte o sal e tá pronto!

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Mais fácil que isso só se alguém lavar a louça pra você…

Ele pode ser usado na hora ou guardado na geladeira, num pote bem limpo e bem fechado. Se for guardar na geladeira é importante que o pesto fique bem coberto com azeite. Ele dura bem uma semana na geladeira.

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Onde usar? O céu é o limite! Pode ser com qualquer massa (servida com um bom punhado de parmesão ralado por cima,o que não é costume, mas quem tá ligando mais pra isso…) pra incrementar uma lasanha, pra deixar a salada gostosa, como pastinha pra torrada numa entradinha esperta, pra tirar um sanduba da mesmice e aonde mais seu coração mandar.

Vai lá fazer esse pesto, tira a foto de como você usou e manda pra mim! Vou adorar mostrar sua foto aqui…

Dos 6 ingredientes usados o que não pode faltar mesmo (na minha receita) é o manjericão, o azeite, o sal e o alho (esse ultimo nem tanto…). Faltou algum dos outros? Pode fazer mesmo assim, fica bom também.

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Baci,

Sinhá Ju

Especial de Verão: ¡Viva México!

Eita que esse Especial de Verão tá internacional! Depois de visitarmos o Peru com o ceviche, agora é a vez de darmos uma passadinha no México.

Acho que o Brasil é um dos poucos países que come abacate como fruta doce, em vitaminas e sobremesas, e é (ou era) muito comum nós brasileiros torcermos o nariz quando se fala em abacate como prato salgado. Então se você é do time que acha mega estranho comer abacate ‘salgado’, saiba que somos minoria e na verdade os estranhos somos nós. Uma vez comentei com um amigo canadense que aqui no Brasil a gente tomava vitamina de abacate, com leite e açúcar e ele praticamente riu na minha cara, sem conseguir nem imaginar como seria.

Em nossa defessa, o tipo de abacate mais comum em terras tupiniquins (o abacate manteiga) é mais ‘aguado’, com menor teor de gordura e mais adocicado. Já o mais comum em outros países da América é o avocado, que é menor, com a casca escura e enrugada, que é mais cremoso (denso), com maior teor de gordura e com um sabor mais neutro.

Sem dúvida o prato mais famoso com abacate é o guacamole, que, não a toa, é a nossa receita de hoje. Ele é típico da culinária do México e está presente em todos os países onde haja um restaurante mexicano. Serve de acompanhamento pra salada, como entradinha, e fica bom até no sanduíche!

Apesar do avocado (o abacatinho menor) ser indicado pra se fazer guacamole, dá pra fazer com o outro tipo de abacate também (os puristas que me desculpem). Só não vai ficar tão denso, por assim dizer. Agora chega de falatório e vamos ao que interessa!

Guacamole (a moda da Sinhá)

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Esse é o avocado, mas pode fazer com o abacate mesmo…

  • Abacate maduro (uns 3 ou 4 pequenos ou 1 grande)
  • coentro a gosto (generoso)
  • 1 limão
  • sal a gosto
  • 1-2 tomates (eu uso vermelho mesmo, mas se você quiser seguir a linha monocromática, usa o verde)

– Pique o coentro e o tomate (descarte as sementes), reserve.

Corte os abacates ao meio e tire a polpa da casca com uma colher. Amasse com um garfo, não bata, a idéia é que fique ‘pedaçudo’ mesmo.

Misture o abacate, o coentro, o suco do limão e o sal. Prove, tá gostoso? Então misture o tomate picado, e pronto!

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É só servir com doritos, nachos, torrada, ou num sanduíche, numa salada…. fique a vontade. Mi guacamole, su guacamole.

Compra lá um abacate e faz um guacamole, chama uns amigos, tira foto e manda pra mim!

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Besos,

Sinhá Ju.

Brócolis e couve-flor gratinados

Depois da última bomba receita resolvi me redimir. Mas é claro que a redenção não foi completa… 😏

Essa receita de hoje é bem simples porém muito eficiente. Couve-flor e brócolis gratinado, mas pode chamar também de “como levar vegetais saudáveis pro mau caminho”. Ai gente, eu não me aguento. Mas estou trabalhando nisso, quando vocês menos esperarem estarei transformada em Fit Sinhá!

Essa receita pode ser feita de duas formas, a o caminho normal e o atalho. Não vou dizer que o resultado final fica igual, mas fica igualmente gostoso. O caminho mais longo é fazendo um molho branco simples, ou molho béchamel se preferir, o que vai deixar o prato final mais cremoso. Agora se estiver você tiver com pressa, pode ignorar o molho branco e usar creme de leite temperado (eu já explico), só que resultado vai ser menos cremoso e mais “aguado”, mas muito bom também.

Sem mais delongas, vamos à receita. Você vai precisar de:

1/2 couve-flor e 1/2 brócolis. Na verdade pode ser ou um ou outro, mas no hortifruti que eu vou eles vendem metade da couve-flor e do brócolis juntinhos numa bandeja, por isso usei assim, o visual ficou bonito então eu continuei fazendo desse jeito.

Para o molho

500ml de leite

2 col. (sopa) de manteiga

2 col. (sopa) de farinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

~Ou~

2 caixinhas de creme de leite (400 g)

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Queijo ralado e cheiro verde picado pra polvilhar (independente do caminho que você escolher)

– Pode começar cozinhando os vegetais. Eu uso a seguinte técnica: Ponha água e sal numa panela pra ferver, como se fosse pra cozinhar macarrão, quando a água ferver coloque os vegetais pra cozinhar, mas só até ficarem al dente, ou seja, cozidos porém firmes. Enquanto eles cozinham prepare uma tigela com água+gelo+sal. Assim que chegar no ponto de cozimento, retire-os da água fervente com uma escumadeira e jogue na água gelada. Isso interrompe o cozimento e deixa nosso brócolis e couve-flor com uma cor bonita.

Mas se você preferir pode cozinhar no vapor, só lembrando do ponto al dente. Eles ainda vão ao forno e se a gente cozinhar muito agora eles vão ficar muito molengas no final.

Vegetais cozidos e escorridos? Então arrume-os num refratário e reserve.

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ô como fica bonita essa mistura!

Agora vamos ao molho:

Opção 1: Derreta a manteiga numa panela, assim que ela derreter acrescente a farinha e mexa por uns dois minutos, até ela começar a ficar levemente dourada. Acrescente o leite, e se não quiser correr o risco de sujar o fogão, tire a panela do fogo nessa hora e então volte com a panela pro fogo. Se seu molho empelotar não precisa entrar em pânico. O Fouet/Batedor Colorado está aqui pra te defender, é só mexer o molho com ele que não tem pelota que resista.

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Mexa constantemente até o molho engrossar e cobrir bonito as costas da colher, se você fizer um risco atrás os dois lados não se juntam de novo. É mais fácil mostrar do que falar:

O meu engrossou um pouquinho além da conta porque eu fiquei tentando tirar a foto, mas o seu pode ser mais líquido. Tempere com sal, pimenta e noz moscada.

Regue nossos vegetais com esse molho, polvilhe o queijo ralado e o cheiro verde e leve ao forno até dourar em cima.

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Opção 2: Coloque o creme de leite numa panela, tempere com sal, pimenta e noz moscada. Leve ao fogo médio-baixo pra esquentar, mas sem deixar ferver. Vai sem medo que creme leite de caixinha dificilmente talha. Regue nossos vegetais com esse creme de leite temperado, polvilhe o queijo ralado e leve ao forno até dourar em cima.

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Muito mais simples, mas como eu disse lá em cima, vai ficar mais aguadinho. Daí você serve com arroz que tá tudo certo. A praticidade compensa esse caldinho a mais.

 

E aí? Vai escolher qual caminho? Faz lá e me conta aqui o que achou.

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Besos,

a Sinhá